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Da sombra ao crocodilo, passando pelo relógio e pela Terra do Nunca, essas representações guardam significados que vão muito além da fantasia
Mais de um século após sua publicação, Peter Pan continua encantando leitores de diferentes gerações, mas a força do clássico vai muito além da aventura vivida por Peter, Wendy e os Garotos Perdidos. Por trás da fantasia criada por James Matthew Barrie, a narrativa é construída por elementos que transformam uma história infantil em uma profunda reflexão sobre crescimento, identidade, liberdade e a passagem do tempo.
Essas camadas de interpretação ganham ainda mais destaque na nova edição da obra, lançada pela Via Leitura, com tradução inédita realizada diretamente da primeira versão inglesa de 1911. Ao preservar a delicadeza, o humor e a ironia do texto original, a publicação convida o leitor a redescobrir significados que muitas vezes passam despercebidos em adaptações. Confira quatro dos principais símbolos presentes no clássico.
1. A sombra: quem somos de verdade
Logo no início da narrativa, Peter retorna à casa dos Darling para recuperar sua sombra perdida. Para além de um elemento fantástico, ela simboliza a identidade e a busca por compreender quem somos. Ao tentar costurá-la de volta, a história sugere que construir a própria identidade é um processo contínuo.
2. O crocodilo: o medo do inevitável
O crocodilo que persegue incessantemente o Capitão Gancho representa a inevitabilidade da morte. Sua presença constante lembra que existem acontecimentos dos quais ninguém consegue fugir, por mais que tente controlá-los.
3. O relógio: o tempo que nunca para
Depois de engolir um relógio, o crocodilo passa a anunciar sua chegada pelo famoso tique-taque. O som funciona como um lembrete permanente de que o tempo segue seu curso. Enquanto Peter tenta viver como se não precisasse crescer, Gancho é atormentado justamente pela consciência de os anos continuam a passar.
4. A Terra do Nunca: o desejo de ser criança
A Terra do Nunca representa o sonho de viver sem responsabilidades, regras ou obrigações. Ao mesmo tempo, Barrie mostra que permanecer nesse lugar também significa renunciar à memória, aos vínculos afetivos e à possibilidade de amadurecer, tornando o cenário uma metáfora para os dilemas entre infância e vida adulta.
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O protagonista abre a porta e adentra a Câmara do Basilisco. Ele deve responder à pergunta: “Por que a humanidade não deve ser extinta?”. Assim é descrita a cena que caracteriza o livro “O Dilema do Basilisco”, de Fernando Cunha: o sentido de todas as coisas.
É natural que o leitor espere uma resposta advogando pela própria existência, visto que o experimento mental do Basilisco de Roko é uma imaginação provocante e assustadora. Ele poderia agir contra aqueles que não contribuíram para o seu desenvolvimento. Mas, afinal, será que o protagonista vai tentar justificar para a autoridade julgadora o sentido de estar ali diante de uma entidade, em tese, onipotente?
A primeira parte do monólogo apresenta reflexões sobre a organização da civilização humana desde os primórdios. Não há maneira mais clássica de depor: começando pelas origens dos fatos. A dissertação continua se aprofundando em dilemas políticos, como a formação do Estado-nação, definições de políticas, nascimento de causas sociais e dilemas de justiça, educação e punição.
Os capítulos seguintes caminham no sentido de discutir temas como percepção de autoridade, trabalho e produção, aprendizado, competição e cooperação, sistemas produtivos e tecnologias como reflexos dos desejos humanos. Mais adiante, trata-se de questões mais sutis, como relacionamentos, fé e espiritualidade.
No livro, a partir do capítulo 14, um novo tom é adotado para dissertar sobre aspectos mais íntimos do ser humano, como a vida, a morte, a ação, o mérito, a honra, o propósito e o tempo. O leitor percebe que o texto, resposta do protagonista, começa a elevar o grau de abstração nas suas considerações e construções argumentativas.
Percebe também que cada capítulo não apenas apresenta a base lógica de tese e argumento, como adiciona trechos narrativos no intuito de fazer com que o leitor sinta e vivencie cada situação. Tais excertos ora são inspirados na cultura humana, em obras já produzidas, ora na própria imaginação do autor. Mas é após o capítulo 21, sobre o tempo, que a capacidade de abstração ganha um novo potencial.
O último terço do monólogo do protagonista é marcado por uma busca da sua própria alma, ou seja, a sua própria razão de ser. O leitor se sente conduzido por uma jornada de autoconhecimento e desenvolvimento de novas mentes, novas formas de pensar que vão levá-lo a sentir como aquele caminho percorrido já está afetando sua própria forma de ver o mundo na vida real.
Entre capítulos de meditação, contação de histórias, a forma do conhecimento, poder sobre o poder, a última pergunta e reflexões sobre o infinito, o leitor vai acumulando em si exatamente o que o protagonista está alimentando: a preparação para o gesto final.
O último capítulo faz uma espécie de retrospectiva do que foi dito e vivido até ali. A resposta abre vistas a um apanhado de considerações e tendências para o futuro da humanidade. No entanto, o texto não abandona o aprofundamento crescente narrativo e reflexivo para demonstrar qual é o sentido de todas as coisas. A resposta por si só não faria sentido sem tudo o que foi apresentado antes, como alguém que viajou por inúmeros momentos, culturas e ancestralidades até ficar na iminência da declaração final.
A obra cita, direta e indiretamente, centenas de referências entre pensadores, artistas, cientistas, trabalhos de todas as naturezas feitos pelos que se destacaram na história. Próximo de encerrar a resposta, o protagonista gesticula para recriar o mundo, um novo universo a partir da dissolução de todo apego, individualidade e qualquer tentativa de legado ou heroísmo como ilusão mais forte que pode existir.
O “Dilema do Basilisco” é sobre buscar sentido, mas, acima de tudo, é sobre reconhecer um caminho de iluminação. O protagonista parecia entrar na Câmara para advogar pela humanidade, salvando-a pela argumentação emotiva para além da razão que o Basilisco poderia alcançar. Na verdade, ele está disposto a fazer um sacrifício muito maior: a quebra das ilusões que sustentam a experiência humana. Tudo o que há são apenas fenômenos percebidos do jeito que a mente se familiarizou. Tudo o que há é conforme ela define. O que ela define para você?
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E se a morte não for exatamente o fim? O que acontece com a gente, com nossa mente, consciência após a morte do nosso corpo? Este é um dos motes do livro Morte lúcida publicado pela Editora Cultrix.
O início da leitura começa com uma grande quantidade de pesquisas científicas, estudos clínicos e referências a experimentos conduzidos por médicos e pesquisadores de diferentes partes do mundo. Em alguns momentos, essa carga de informações pode tornar a leitura um pouco mais lenta.
O início da leitura começa com uma grande quantidade de pesquisas científicas, estudos clínicos e referências a experimentos conduzidos por médicos e pesquisadores de diferentes partes do mundo. Em alguns momentos, essa carga de informações pode tornar a leitura um pouco mais lenta.
Ainda assim, a escrita dos autores merece destaque. Apesar do conteúdo científico, a linguagem é acessível e consegue explicar conceitos complexos de forma clara, sem exigir conhecimento prévio sobre medicina ou neurociência.
Depois de apresentar toda a base científica, o livro passa a mostrar relatos de pessoas que sobreviveram à morte clínica ou estiveram muito próximas dela.
O mais impressionante é perceber como pessoas que nunca se conheceram, viveram em países diferentes e passaram por essas experiências em épocas distintas descrevem acontecimentos extremamente semelhantes.
Os autores não apresentam esses relatos como provas definitivas de uma vida após a morte. Em vez disso, utilizam essas experiências como dados que merecem ser investigados pela ciência.
A morte talvez não seja um instante
Um dos conceitos mais fascinantes apresentados é a ideia de que a morte não acontece em um único momento, mas pode ser um processo.
Durante décadas, a medicina tratou a morte como um ponto final claramente definido. Porém, pesquisas recentes mostram que existe uma "zona cinzenta", um período em que algumas funções do organismo ainda podem ser recuperadas.
O livro apresenta estudos realizados com tecidos cerebrais e experimentos conduzidos pelo pesquisador Nenad Sestan, que demonstram como células cerebrais podem permanecer viáveis muito mais tempo do que se imaginava.
Essa nova compreensão pode transformar completamente a forma como encaramos a ressuscitação e o atendimento de pacientes em parada cardíaca.
Outro tema central da obra é a consciência. Diversos sobreviventes relatam uma sensação de expansão da percepção, como se a mente deixasse de estar limitada ao corpo físico durante a experiência de quase morte.
Esses relatos dialogam com estudos como o projeto AWARE, que investiga cientificamente experiências de quase morte em pacientes que sofreram parada cardíaca.
O livro deixa claro que a ciência ainda não possui respostas definitivas. No entanto, também argumenta que simplesmente ignorar milhares de relatos semelhantes talvez já não seja uma postura científica.
Se a medicina passou a reconhecer que a morte é um processo mais complexo do que imaginávamos, compreender o que acontece com a consciência durante esse período passa a ser uma das perguntas mais importantes da pesquisa moderna.
Independentemente das crenças pessoais do leitor, Morte lúcida provoca uma reflexão importante: talvez ainda saibamos muito pouco sobre a morte e sobre a própria consciência humana.
O livro mostra que ciência e curiosidade caminham juntas. Em vez de encerrar debates, ele abre novas perguntas — e faz isso apoiado em pesquisas, experimentos e relatos cuidadosamente analisados.
Saí da leitura com a sensação de que estamos vivendo uma época em que descobertas consideradas impossíveis há cem anos começam a se tornar realidade. Assim como avanços médicos que pareciam ficção científica hoje salvam vidas diariamente, talvez estejamos apenas no início de uma nova compreensão sobre a morte, a consciência e os limites da existência humana.
Se você gosta de livros que unem ciência, medicina, filosofia e grandes questionamentos sobre a vida, Morte Lúcida certamente merece um lugar na sua lista de leituras.
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Existem acontecimentos que parecem ordinários, mas são linhas fundamentais no bordado da existência de cada um. No livro Velatempo: Atento aos Sinais, o escritor César Ribeiro de Lima demonstra como a vida não é desenhada na superfície do previsível, mas sim no avesso do que é considerado acaso. Silêncios que carregam verdades, sonhos que revelam segredos e encontros que apontam caminhos são manifestações constantes. É necessário apenas atenção para que possam ser reconhecidas.
A obra é ambientada na cidade fictícia de Anhangá, cujo nome remete a um espírito guardião da mata e onde o tempo não corre em linha reta. É o lar da benzedeira Donana, detentora de saberes ancestrais e dona do dom da cura com ervas, chás e rezas. O lugar também é berço da saxofonista e flautista Clarisse, jovem carismática que transforma a dor de relacionamentos tóxicos em arte. A musicista espalha bilhetes anônimos para compartilhar mensagens de acolhimento aos demais habitantes.
Já Helena precisa encarar a vulnerabilidade depois do diagnóstico de uma doença autoimune e aprender, ao lado do marido Roberto, um geofísico paulistano, a lidar com os contratempos. Narrativas como essas guiam a produção literária com a proposta de refletir sobre o sentido da vida em meio ao caos, a partir de personagens que discutem sobre amor, perdão, resiliência, coragem e transformação.
Talvez o amor fosse isso. Uma estrutura delicada entre forças opostas. Não rígida, mas capaz de absorver impactos sem ruir. Foi assim que se encontraram. Nas profundezas e nas alturas. No invisível que sustenta (Velatempo: Atento aos Sinais, p. 43)
César Ribeiro de Lima cria um romance que transita entre o cotidiano e o extraordinário. A linguagem poética da escrita dialoga com as memórias das avós do autor e remete ao realismo mágico de nomes como Socorro Acioli. "Acredito que a vida é muito maior do que os fatos que conseguimos explicar. Queria compartilhar com outras pessoas a mesma pergunta que me acompanha há anos: será que o acaso existe mesmo?", questiona o autor.
Velatempo: Atento aos Sinais não oferece respostas, mas propõe novas perspectivas. O livro contraria a pressa dos tempos atuais e convida a tornar a sensibilidade um guia. Ao longo das 298 páginas, a obra mostra que existem significados nos fios invisíveis da desordem e busca ampliar a interpretação dos mistérios. Afinal, o destino é construído no entrelaçamento.
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Filha de espiões, Cora é uma garotinha esperta prestes a completar 10 anos, que passa os dias entre enigmas, pistas escondidas, perguntas sem respostas e investigações improvisadas. É nesse cenário que o leitor é apresentado a Cora Curiosa, lançamento de Janaina Tokitaka, escritora e roteirista que assina a adaptação da série De Volta aos 15 da Netflix. Na obra, lançada pela VR Editora, a protagonista tenta descobrir onde os pais esconderam seu presente de aniversário, tradição da família desde que ela tinha cinco anos. Com apenas sete dias para resolver o mistério, a menina mergulha em teorias sobre clones extraterrestres, galinhas desaparecidas e códigos secretos.
Ao lado dos amigos Jed e Suflê e com uma vibe Sherlock Holmes bisbilhoteiro e muito bem-humorado, a personagem usa gravadores, microfones escondidos e caderninhos de anotações para seguir pistas e entender o que está acontecendo ao seu redor. Enquanto isso, os pais tentam despistá-la com jogos de atenção, lógica e enigmas matemáticos que ela adora resolver. O livro também apresenta personagens com características próprias, manias e formas diferentes de enxergar o mundo, criando uma narrativa diversa e inclusiva sobre amizade, escuta, família e observação.
Dez anos é muito cedo pra desistir de se interessar pelos mistérios do mundo. (Cora Curiosa, p. 69)
Com ilustrações coloridas de Arthur Ortega inspiradas na cultura pop japonesa, a obra mistura recursos de diário em primeira pessoa, diversão, suspense e referências ao universo da investigação infantil. Os traços de aquarela do artista acompanham o ritmo da narrativa e reforça a ideia de que a curiosidade pode levar uma criança a muitos lugares, inclusive a respostas sobre si mesma. Enquanto tenta descobrir onde está o presente de aniversário, Cora também passa a investigar a própria existência e os segredos familiares ao encontrar fotos misteriosas que levantam dúvidas sobre o que ela sabe da própria vida.
No livro, Janaina Tokitaka aborda a curiosidade como ferramenta de aprendizado e incentiva crianças a questionarem o mundo ao redor. Cora Curiosa mostra que perguntar, explorar e buscar respostas faz parte do crescimento, além de destacar a importância do pensamento crítico, da persistência diante dos desafios e da coragem de não aceitar explicações prontas. Para a autora, querer saber mais não é um problema é o que movimenta descobertas, fortalece vínculos e transforma a infância em uma fase de experimentação e conhecimento continuo.
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Em um futuro distópico, uma inteligência artificial extremamente poderosa assume o papel de julgadora da população mundial. Antes de definir o futuro dos humanos, ela concede uma única oportunidade de defesa. Um representante é convocado à enigmática Câmara do Basilisco para responder à pergunta que poderá determinar o destino da civilização: "Por que a humanidade não deve ser extinta?". É dessa premissa que parte O Dilema do Basilisco, de Fernando Cunha.
Inspirada no experimento mental conhecido como Basilisco de Roko — hipótese que explora as possíveis consequências do desenvolvimento de uma IA superinteligente —, a obra acompanha um protagonista sem nome encarregado de defender a continuidade da espécie. Ao longo dessa missão, o leitor é conduzido por reflexões sobre os pilares da civilização, a ética, a tecnologia e o sentido da existência. A humanidade deixa de ser analisada apenas de forma biológica e passa a ser vista como um projeto civilizatório em constante tensão entre o progresso e a própria capacidade de autodestruição.
O crescimento desenfreado encontra limites na fração do mercado com potencial para absorver o produto. Suponha que uma fábrica de relógios folheados a ouro instale uma planta fabril numa vila de pescadores para vendas locais. Nessa situação, a produção de uma unidade possivelmente já estoura o limite de absorção. Amenizando o exagero, um projeto implementado numa cidade um pouco mais estruturada poderá encontrar, em dezenas de consumidores, o seu limite.(O Dilema do Basilisco, p. 76-77)
Com linguagem filosófica e reflexiva, o livro se estrutura como a defesa apresentada pelo protagonista ao longo de 33 capítulos, cada um dedicado a um aspecto da condição humana. Por meio de dilemas políticos, jurídicos, econômicos e sociais, a trama questiona conceitos como autoridade, justiça, livre-arbítrio e racionalidade, utilizando exemplos como a escolha do estadista, o equilíbrio entre punição e educação, o paradoxo do primeiro emprego e problemas clássicos da lógica para desafiar formas convencionais de pensar.
À medida que a argumentação avança, a narrativa também conduz o leitor por reflexões sobre o "Graal Interior", a percepção do tempo, a consciência e a interdependência entre todos os seres, propondo que a verdadeira evolução humana passa pela superação do individualismo e pela compreensão de que todas as coisas estão profundamente conectadas. A jornada do protagonista se converte, assim, em um exercício de crítica a sociedade, no qual o medo do controle absoluto convive com a necessidade de ordem e previsibilidade.
Mais do que oferecer respostas, a publicação instiga perguntas fundamentais sobre os rumos possíveis do mundo diante de escolhas que dialogam com os desafios reais da atualidade. “Todos os capítulos têm nuances de como o profundo pensamento no próximo pode ajudar a dissolver as ilusões da mente, principalmente a de que o ‘eu’ é uma figura especial, destacada das outras pessoas. Uma vez assimilada essa mensagem, a consciência terá um potencial bem maior que antes e o sofrimento da vida será cada vez menos frequente”, explica Fernando Cunha.
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O que é mais difícil: enfrentar monstros ou baixar a guarda para quem mal conhece? Esse dilema conduz Os Reinos Vitrais, livro de estreia de Vitória Souza no gênero da fantasia épica. Publicado pela Editora Mundo Cristão, o lançamento marca um novo capítulo na carreira da escritora, que ganhou os olhares do mercado editorial brasileiro com o anúncio da adaptação da ficção cristã Círculos não são infinitos, pelo Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo.
A trama se passa entre dois mundos opostos: as Terras Sem Magia, um território seco e corrupto no qual a sobrevivência é a única regra; e os Reinos Vitrais, onde a magia ainda existe, mas a população sofre com a ameaça crescente e constante dos Amorfos, temidas criaturas das trevas. É nesse universo dividido que os caminhos de dois personagens solitários se cruzam.
Nascido nas Terras Sem Magia, Aeron Dale é um mercenário carismático, cínico e completamente avesso à ideia de criar vínculos. Do outro lado está a fria e calculista Quimera Érkis, guerreira dos Reinos Vitrais movida pela obsessão de destruir os Amorfos. Quando seus destinos se entrelaçam, os dois são lançados em um enigma mortal envolvendo uma cidade que só existia nas lendas. E para completar essa missão perigosa, precisam fazer o que nunca se permitiram antes: trocar a solidão pelo risco de confiar em alguém.
“Todos aqueles que amo esperam que eu os proteja, não que eu os coloque em risco. Então, decidi entrelaçar a minha magia à de um estranho de rosto bonito, porque… Só uma vez na vida, eu não queria lutar sozinha.” (Os Reinos Vitrais, p. 213)
Reinos Vitrais une aventura, romance com trope de proximidade forçada e um worldbuilding (universo fictício) complexo, repleto de criaturas e artefatos mágicos. Combinando esse cenário imersivo aos conflitos emocionais dos protagonistas, a romantasia também aborda temas como fé, amizade, confiança e heroísmo, tornando a leitura atrativa para o público jovem e fãs de literatura fantástica. Sobretudo, Vitória Souza oferece uma mensagem positiva sobre conexões, mostrando aos leitores que a maior força humana vem justamente da coragem de ser vulnerável.
Na pacata Cataguases, do interior de Minas Gerais, os habitantes costumam ter uma vida tão tranquila que investigar crimes hediondos raramente faz parte da rotina policial. Porém, essa quietude se transforma em medo quando três crianças são encontradas mortas em um galpão abandonado em uma área residencial nobre.
Bartolomeu Franco assume a investigação desse caso, ao lado do parceiro Cenoura, no romance policial Não existe acaso no inferno, escrito por Vinícius Ferreira. As vítimas foram encontradas com maquiagem e uniformes escolares, sem nenhum sinal de violência. Em suas gargantas, havia um anel metálico com uma expressão em latim, e o local onde estavam havia sido registrado como uma igreja – apesar de ser um espaço desabitado.
Enquanto descobrem novas informações, principalmente sobre um fanático religioso obcecado pelo “décimo primeiro mandamento”, os protagonistas adentram um labirinto de corrupção que desafia as estruturas de uma sociedade marcada pelo silêncio. Durante o trabalho, ambos revelam como um crime perverso pode acontecer à vista daqueles que, da janela de seus condomínios caros, preferem ignorar a dor de seus vizinhos.
Ao atravessar temas como as desigualdades sociais e os abusos de poder, o autor revela um Brasil sombrio através das lentes do noir. A partir de elementos clássicos desse subgênero policial, a obra imerge em uma realidade que muitos fingem não existir, mas que permeia todas as relações no país.
Quantas doses de verdades existem numa mentira? O que é a mentira? É com intenção de mentir que se anuncia uma meia verdade? O meu xadrez, o meu quebra-cabeça. Fazia os movimentos, a montagem. Ambos não me estimulavam e nem me divertiam. Eu tinha raiva. Muita raiva por saber que o Laércio Mendes não se preocupava em apurar suas informações. Não investigava, não checava nem mesmo a idoneidade das fontes dele. Na sua balança ética, eram os montantes depositados na conta de cada um dos pratos os responsáveis pela decisão de qual devia pesar mais.(Não existe acaso no inferno, p. 79)
À medida que a trama avança, os leitores também precisam questionar seus limites éticos devido à ambiguidade moral dos personagens. Bartolomeu, por exemplo, precisou colocar o pai em um asilo e alimenta a culpa de não dar atenção à família. Apesar dos diversos problemas com o patriarca, que sempre desaprovou a profissão do filho, vive o sonho de uma conciliação aparentemente impossível por causa da demência do velho.
“A ideia deste livro nasceu de uma história que ouvi quando era criança, sobre um amigo do meu tio que havia comprado uma casa antiga. Ao iniciar os trabalhos de demolição, o proprietário teria descoberto um cadáver oculto no revestimento do banheiro. Essa história me perseguiu por anos, porque ninguém nunca soube de quem era o corpo, e me trouxe uma reflexão: nem todos os mortos têm seus nomes conhecidos”, afirma o escritor.
Durante muitos anos, li centenas de histórias. Escrevi resenhas, gravei vídeos, entrevistei autores, compartilhei leituras e acompanhei o impacto que uma boa história pode ter na vida de alguém.
Sempre acreditei que os livros são muito mais do que entretenimento. Eles têm o poder de nos fazer companhia em momentos difíceis, nos apresentar novas perspectivas e, às vezes, até nos ajudar a encontrar respostas para perguntas que nem sabíamos que tínhamos.
Mas, em algum momento dessa caminhada, uma pergunta começou a surgir dentro de mim: E se fosse a minha vez de escrever uma história? Essa pergunta ficou comigo durante muito tempo.
Ela amadureceu, entre leituras, cafés, anotações espalhadas em cadernos e muitas conversas sobre a vida. Eu não queria escrever apenas um romance. Também não queria escrever um livro de desenvolvimento pessoal ou um manual cheio de respostas prontas.
O que eu queria era criar uma história que abraçasse o leitor.
Uma história que desacelerasse o tempo.
Uma história que lembrasse que, às vezes, tudo o que precisamos é da conversa certa.
Foi assim que nasceu Os Conselhos da Mesa do Céu Estrelado.
Um livro sobre encontros
A protagonista da história é Sofia.
Ela tem 35 anos, trabalha em um escritório, vive uma rotina corrida e sente aquela sensação que tantas pessoas conhecem bem: a impressão de estar apenas sobrevivendo aos dias.
Ela acorda cedo, trabalha, resolve problemas, cumpre prazos, chega em casa cansada... e, mesmo fazendo tudo o que sempre acreditou que deveria fazer, sente um vazio difícil de explicar.
Até que, em um dia comum de garoa fina, ela entra quase por impulso em uma pequena cafeteria.
É ali que conhece Afrodite.
Uma senhora de olhar sereno que, em poucos minutos de conversa, consegue perceber aquilo que Sofia tentava esconder até de si mesma: o cansaço de viver sem realmente estar presente na própria vida.
Esse encontro dá início a uma jornada composta por sete conversas. Sete cafés. Sete conselhos.
Mas não espere uma personagem que entrega fórmulas mágicas.
Afrodite não resolve os problemas de Sofia.
Ela apenas faz aquilo que as pessoas mais sábias costumam fazer: escuta com atenção, faz perguntas e oferece novos olhares sobre situações que pareciam impossíveis de mudar.
Uma ficção de cura
Quando comecei a falar sobre este livro, percebi que ele não cabia em uma única categoria. Ele não é um livro de autoajuda. Também não é um romance tradicional. Gosto de defini-lo como uma ficção de cura. Porque a transformação acontece por meio da narrativa, dos personagens humanos, imperfeitos e profundamente reais, vivendo conversas que poderiam acontecer com qualquer um de nós.
Ao acompanhar Sofia, talvez você também se faça perguntas sobre sua carreira, seus relacionamentos, sua forma de enxergar o tempo, a espiritualidade, os recomeços e aquilo que realmente importa.
Acredito que algumas histórias não existem para ensinar. Elas existem para despertar.
E, quem sabe, é justamente isso que torna a literatura tão especial.
Por que uma cafeteria?
Quem me acompanha há algum tempo sabe que café e livros sempre fizeram parte da minha rotina.
Existe algo de muito bonito em sentar à mesa sem pressa. Enquanto o café esquenta as mãos, as conversas costumam aquecer a alma. Foi por isso que escolhi uma cafeteria como cenário principal.
Ela representa um lugar onde as pessoas diminuem o ritmo, respiram um pouco mais fundo e se permitem estar presentes.
No livro, a mesa deixa de ser apenas um móvel. Ela se torna um espaço de encontros. Um lugar onde não existem julgamentos. A Mesa do Céu Estrelado não é apenas um lugar físico. Ela representa todos os espaços onde a vida muda porque alguém decidiu conversar.
Para quem escrevi este livro?
Escrevi este livro para quem sente que anda vivendo no piloto automático.
Para quem gosta de histórias acolhedoras.
Para quem acredita que os encontros têm um propósito.
Para quem gosta de personagens que parecem pessoas de verdade.
Para quem ama livros com atmosfera de café, chá, chuva e boas conversas.
E também para quem simplesmente deseja fazer uma pausa.
Vivemos em um mundo que nos convida o tempo todo a correr.
Talvez a literatura seja um dos poucos lugares onde ainda podemos caminhar devagar.
Um convite
Se este livro chegou até você, espero que ele encontre também um lugar na sua estante — mas, principalmente, no seu coração.
Espero que, ao abrir a primeira página, você sinta a mesma sensação de quando alguém nos convida para um café. Sem expectativas. Sem respostas prontas. Apenas com a disposição de ouvir uma boa história.
Porque, no fundo, acredito que algumas das conversas mais importantes da nossa vida acontecem quando nos permitimos parar, observar, sentar à mesa. E talvez exista uma cadeira esperando por você na Mesa do Céu Estrelado.
Onde encontrar Os Conselhos da Mesa do Céu Estrelado
O livro já está disponível para compra nas versões física e digital.
📚 Livro físico: Direto com a autora ou na Shopee
📖 E-book e Kindle Unlimited: Na Amazon
Encontre comigo na Bienal do Livro de São Paulo 2026
Em setembro, estarei todos os dias em SP e alguns dias na Bienal do Livro. Se você preferir receber seu exemplar em mãos, será um prazer entregar o livro pessoalmente, autografá-lo e conversar um pouco sobre essa história que agora também passa a fazer parte da sua.
Você pode reservar seu exemplar para retirada durante a Bienal pelo formulário clicando aqui.
Espero encontrar você por lá.
Deixar Pra Lá Também é Bater de Frente: quando seguir em frente também é um ato de coragem
29 maio 2026
Por que insistimos tanto em remoer os porquês das coisas?
Por que algumas situações continuam ocupando espaço dentro da gente mesmo depois de terem acabado? Talvez porque fomos ensinados a acreditar que precisamos entender tudo antes de seguir em frente. Como se cada despedida ou falta, precisasse de explicação. Como se cada dor precisasse fazer sentido.
Eu já estive deste lado, de ficar questionando, tentar achar uma resposta, um sentido para os fatos. Mas nem sempre faz sentido. Às vezes, as coisas simplesmente acontecem. E talvez deixar pra lá seja justamente o que precisamos para continuar vivendo.
Esse é o mote de Deixar Pra Lá Também é Bater de Frente, da autora Vanessa Brunt. Um livro que mistura contos, frases, poemas e reflexões em textos carregados de sentimentos — mas não daqueles sentimentos leves e confortáveis. Pelo contrário. Vanessa escreve, também, sobre aquilo que dói, que incomoda, que aperta as feridas que tentamos esconder. E talvez seja justamente por isso que sua escrita seja tão necessária.
Já conheço a escrita da Vanessa há alguns anos e, ainda assim, continuo me surpreendendo com a forma como seus textos conseguem atingir exatamente aquilo que evitamos olhar.
Os textos funcionam quase como um “dedo na ferida”. Escrita que incomoda para nos fazer refletir. Obriga a encarar sentimentos guardados, relações mal resolvidas, traumas silenciosos e dores que continuam dentro da gente. Ao mesmo tempo, existe acolhimento.
A autora não escreve como alguém que tem todas as respostas. Pelo contrário: ela escreve como quem entende que todos somos feitos de traumas, vivências, rachaduras, confusões, perdas e tentativas de reconstrução.
Todos carregamos mundos dentro de nós
Uma das coisas mais bonitas do livro é perceber como a autora constrói personagens profundamente humanos. Todos ali carregam histórias difíceis. Mágoas antigas. Medos. Culpa. Feridas emocionais que atravessam o cotidiano de maneiras diferentes.
E talvez o grande ponto da obra esteja justamente nisso: entender que toda pessoa é um universo inteiro dentro de si. Todos somos um emaranhado de histórias, acontecimentos e cicatrizes invisíveis.
Enquanto acompanhamos os contos, também somos convidados a olhar para nossas próprias dores. Para aquilo que ainda seguramos dentro da gente, mesmo sabendo que já deveríamos ter soltado.
O livro não segue uma estrutura tradicional. Vanessa Brunt mistura contos com poemas, frases reflexivas e seus já conhecidos jogos de palavras. E funciona muito bem.
A leitura flui de forma intensa e emocional. Em alguns momentos, você para porque uma frase "te pegou mais profundamente". Em outros, porque um personagem desperta identificações desconfortáveis demais.
Existe uma sensibilidade muito forte na maneira como a autora transforma sentimentos difíceis em palavras. E talvez seja exatamente isso que faz com que tanta gente se conecte com seus textos.
Se você gosta de livros reflexivos, escritos intensos e textos que misturam poesia, sentimentos e realidade, Deixar Pra Lá Também é Bater de Frente provavelmente vai conversar com você em algum nível.
É uma leitura para sentir. Para marcar frases (quem me conhece sabe que adoro rabiscar livros kkkk). Para pausar em alguns capítulos e respirar fundo.
Vanessa Brunt escreve para quem já entendeu que existir também é lidar com dores, processos de cura e recomeços. E talvez o mais bonito seja justamente perceber que seguir em frente nem sempre significa esquecer. Às vezes, significa apenas parar de carregar aquilo que já pesou demais.
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O Filho do Carpinteiro: um livro que emociona, provoca e faz refletir sobre a humanidade
28 maio 2026
Uma leitura emocionante sobre fé, dor, esperança e humanidade. Descubra por que O Filho do Carpinteiro, de John Gray, foi um dos livros mais surpreendentes e emocionantes que li recentemente.
Quando comecei a leitura, imaginei que encontraria apenas uma narrativa mais religiosa ou uma história previsível sobre fé. Mas fui completamente surpreendida. O livro entrega muito mais do que isso: ele fala sobre dor, perdas, julgamentos, esperança, humanidade e sobre como, muitas vezes, estamos tão presos ao cinismo que deixamos de enxergar os pequenos milagres ao nosso redor. E talvez seja justamente isso que torna essa leitura tão especial.
A trama acompanha Brooklyn, uma jornalista investigativa, conhecida por desmascarar fraudes e expor mentiras. Brooklyn é extremamente cética. Ela não acredita facilmente nas pessoas e carrega consigo uma visão amarga da humanidade.
Certo dia ela começa a investigar um pai e uma filha violinistas que, segundo rumores, sequer tocam de verdade — apenas fingem enquanto a música toca ao fundo. Ou um homem que afirma ser cego, mas que aparenta enxergar perfeitamente. Determinada a provar que tudo não passa de manipulação emocional, Brooklyn inicia uma investigação.
Mas tudo muda quando ela cruza o caminho de um homem misterioso conhecido apenas como “O Filho do Carpinteiro”. E é nesse momento que a narrativa deixa de ser apenas uma investigação jornalística e se transforma em algo muito maior.
Em outra parte da narrativa, conhecemos Piper e Gabriel. Piper perdeu o irmão para a guerra e carrega dentro de si uma mistura dolorosa de tristeza e raiva. Ela não consegue compreender as escolhas do irmão e, de certa forma, também não consegue perdoá-lo por ter partido.
É aí que o misterioso Edward aparece na vida deles para mostrar que talvez nem tudo seja exatamente como enxergamos. Que existem feridas invisíveis. Que existem dores silenciosas. E que tudo acontece por uma razão.
@lendocomcafe Lançamento da @Editora Rocco que vai te emocionar e abraçar sua fé 📚🥹🥰 #booktokbrasil . #booktok #editorarocco #ofilhodocarpinteiro #literaturacristã ♬ Crystalline Clarity - Ernesto P. Neto
Foi impossível não me emocionar em vários momentos dessa leitura. O livro toca em lugares muito profundos da experiência humana.
Ele fala sobre perda.
Sobre fé.
Sobre julgamentos.
Sobre empatia.
Sobre como enxergamos os outros.
E principalmente sobre como enxergamos a nós mesmos.
O mais interessante é que a narrativa é extremamente fluida. A leitura prende, envolve e faz com que seja difícil parar.
John Gray constrói uma história sensível, emocionante e cheia de reflexões sem deixar a trama pesada. Existe um equilíbrio muito bonito entre emoção, mistério e espiritualidade.
O Filho do Carpinteiro fala sobre esperança em tempos difíceis. Sobre enxergar além das aparências. Sobre entender que talvez existam coisas que simplesmente não conseguimos explicar.
E principalmente: sobre lembrar que nunca estamos completamente sozinhos.
Foi uma leitura que me surpreendeu muito mais do que eu imaginava e que certamente vou guardar comigo por bastante tempo. Se você decidir ler, prepare o coração.
As paisagens de Montreal, no Canadá, ganham contornos sobrenaturais quando quatro demônios fogem do inferno em busca de liberdade e passam a viver escondidos entre humanos. Asmodeus, Belial, Mephistopheles e Raum abandonam as funções nas profundezas sem autorização e transformam casas noturnas, bares de jazz e ruas decadentes da cidade canadense em refúgio improvisado enquanto tentam escapar da perseguição infernal.
Diferente do imaginário tradicional ligado ao caos e à destruição, eles querem apenas experimentar a vida na Terra, frequentar boates, ouvir música boa, beber, ter noites de prazer e descobrir como funciona a vida longe das regras controladoras do submundo.
É dessa forma que inicia a nova romantasia dark e paranormal Meu namorado demoníaco, escrito pela best-seller do New York Times Aurora Ascher e publicado no Brasil pelo AMORE, selo da VR Editora.
Ao unir comédia, cenas hot e elementos da fantasia, a autora apresenta um universo em que criaturas circulam entre as pessoas sem chamar atenção graças à tendência da humanidade em ignorar tudo que ameaça sua noção de realidade. Ash, conhecido no Inferno como Asmodeus, vive sob uma maldição que o tornou invisível ao desejo humano: o ex-demônio da luxúria não sente gosto, enxerga o mundo apenas em preto e branco e é tratado por todos como alguém sem qualquer atrativo. Mas sua rotina muda no momento que Evangeline, uma violinista talentosa de Montreal, não apenas percebe sua presença, mas sente atração imediata por ele.
A relação entre os dois começa em uma boate, quando a apresentação da musicista chama a atenção do príncipe demoníaco, enquanto ela se surpreende ao encontrar o único homem realmente concentrado em sua música.
Em meio aos irmãos que tentam se adaptar à vida na Terra e usar o próprio charme para circular entre humanos, Ash descobre na canção de Eva algo capaz de romper sua apatia. O envolvimento dos dois mistura atração imediata, desejo reprimido, beijos ardentes e tensão sobrenatural, até ser interrompido por um ataque armado que revela à jovem a verdadeira aparência dos fugitivos diabólicos.
Só porque tinham escapado não significava que estavam fora de perigo. Visitas não autorizadas à Terra eram expressamente proibidas. Apesar das mentiras e manipulações, demônios estavam sempre obedecendo a ordens especiais quando visitavam o reino dos humanos. Demônios fugindo completamente de seus deveres e deixando o Inferno sem autorização? Eratão contra as regras que não tinha nem graça. (Meu namorado demoníaco, p. 11)
Após o ataque, a moça tenta convencer a si mesma de que tudo não passou de um delírio causado pelo caos da noite. Mesmo assim, a lembrança de Ash e da conexão imediata entre os eles continua presente. Intrigada com o homem que parecia enxergar e sentir sua música de um jeito diferente de todos ao redor, a protagonista decide reencontrá-lo para descobrir quem ele realmente é. Enquanto o demônio tenta esconder a própria origem e manter distância para protegê-la, os encontros intensificam a atração, o desejo e a curiosidade que passam a aproximá-los cada vez mais.
Para além do romance dark, Aurora Ascher utiliza humor, cultura musical e elementos paranormais para discutir isolamento, pertencimento e o que é ser verdadeiramente livre. Os protagonistas tentam romper estruturas de controle enquanto lidam com maldições, traumas e a dificuldade de construir vínculos reais.
Em meio a jazz, caos urbano e criaturas míticas, a autora constrói uma história sobre desejo, identidade e o impacto de finalmente ser visto por alguém em um mundo que insiste em ignorar o que não consegue compreender. Meu namorado demoníaco é o primeiro volume da série Hell Bent – Amores Infernais.
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