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E se perder a própria magia fosse o começo para encontrar seu lugar no mundo?

16 setembro 2026


A bruxa Samantha Lopez sempre buscou na magia uma forma de provar que era digna do legado da família. Depois de cometer um crime ao invadir uma área restrita da Grande Biblioteca em busca do conhecimento proibido, ela é julgada pelo Alto Conselho Bruxo e condenada ao banimento. Durante três meses, a jovem terá de viver no Mundo Simples em meio aos humanos, sem acesso aos poderes e longe de tudo aquilo que conhecia. 

É a partir desse caos que começa Uma Maldição para Samantha, nova romantasia contemporânea da escritora Denise Flaibam, publicada pela Plataforma21. Enviada para uma pequena cidade do interior, Samantha passa a viver com a tia-avó Berenilda, uma bruxa que perdeu os poderes e não se lembra do próprio passado. O período de banimento, porém, toma outro rumo quando acidentes e acontecimentos fora do comum levam a personagem a descobrir que uma maldição ameaça os habitantes de Santa Margarida. 

Decidida a entender o que está por trás dos acontecimentos, Samantha inicia uma investigação e acaba se aproximando de Daniel, um bombeiro charmoso não pertencente ao Mundo Bruxo, e sua filha Calíope, que se torna uma aliada fiel da protagonista. Enquanto tenta encontrar uma forma de quebrar o encantamento maligno, a jovem percebe que aqueles três meses podem significar mais do que apenas uma punição. Entre acidentes, fenômenos inexplicáveis e novos vínculos, Samantha terá de recorrer à própria determinação e a uma dose de ousadia para tentar pôr fim à ameaça. 

[...] Toda vez que aquela menina olha pra você é com o mais sincero e profundo tipo de amor que eu já vi. –  Ele sorri ao abaixar o olhar para suas maos entrelaçadas. Samantha sorri também. – E é o amor que faz perdurar quem se foi. Quem a gente ama nunca se vai de verdade.  
(Uma maldição para Samantha, p. 141) 

Por meio de tropes literários de opostos que se atraem, found family e proximidade forçada, a trama também acompanha Samantha em um momento de mudanças. Mulher negra e bissexual, a protagonista passou a vida tentando corresponder às expectativas e ao legado da família. No entanto, longe do mundo mágico e da vida que sempre conheceu, começa a questionar o futuro que havia imaginado para si. Ao fazer novas amizades e descobrir outras formas de viver, ela percebe que é capaz de decidir o próprio caminho e escolher as pessoas que deseja ter por perto. 

Uma Maldição para Samantha fala sobre amor, pertencimento, liberdade e a coragem de romper com expectativas para construir a própria história. Para além da fantasia, Denise Flaibam traz reflexões sobre luto e as marcas deixadas por quem se foi, a importância das memórias e o valor da comunidade diante dos momentos de perda. A obra mostra que nem toda dor pode ser apagada, mas que lembrar, compartilhar e acolher aquilo que aconteceu também fazer parte do processo de seguir em frente. 

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Começa agora a Garagens Tour!

15 setembro 2026


Pérola sempre preferiu ter uma vida "low profile", longe das câmeras. Até que uma série de imprevistos lança a garota no centro da maior turnê musical do país. 

Como guitarrista substituta da GdE33, ela precisa encarar não apenas as plateias lotadas e a expectativa de sustentar uma imagem perfeita diante de milhares de fãs... mas também o reencontro com Joca, vocalista da banda e seu ex-melhor amigo. 

Em Bem-vinda à Garagens Tour, Thaís Oliveira oferece uma narrativa vibrante para o público jovem sobre o preço da fama e a busca por um propósito maior que os holofotes. 

Referência direta à The Eras Tour, fenômeno global da cantora Taylor Swift, o título da obra é porta de entrada para um universo repleto de dilemas reais da Geração Z. 

A obra mergulha em temas urgentes entre adolescentes, especialmente a pressão estética e por engajamento nas redes sociais. Alternando entre o glamour dos palcos e o esgotamento dos bastidores, a autora trata com sensibilidade sobre saúde mental, distorção da imagem corporal, monetização da vida privada e burnout digital. Aborda ainda amizade, pertencimento, autoestima, família, sonhos, fé, mágoas passadas, cura emocional e reconciliação.  

Sabe, ninguém merece ter a vida exposta na internet desde… sempre! Imagine ter suas gracinhas disponíveis para qualquer um comentar. [...] Sua vida sendo monetizada contra a sua vontade. (Bem-vinda à Garagens Tour, página 16) 

Depois de conquistar o mercado editorial com as séries Aventuras de Mabel e Corajosas, Thaís Oliveira faz os leitores lembrarem que nenhum "sucesso" tem valor quando se perde quem realmente é pelo caminho. 

Em um mundo de filtros, curtidas e vidas milimetricamente calculadas para postar no feed, Bem-vinda à Garagens Tour defende o contrário: mostra a importância de viver a própria identidade sem depender de aplausos. Uma história inspiradora para fãs da indústria musical, romance juvenil e ficção cristã.  

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Romance transforma luto em história sobre memória e identidade

14 setembro 2026


O luto costuma marcar o fim de uma história, mas em “Entre Nós Três” ele representa justamente o início de uma nova jornada. Publicado pela Editora Labrador, o romance da escritora Mariana Bregieiro acompanha uma jovem que, ao perder a mãe, inicia uma busca inesperada por respostas capazes de transformar sua própria identidade.

Uma das protagonistas, Marina, tenta reorganizar a vida após a morte da fotógrafa Liana Esteves. Em meio à dor, uma fotografia antiga encontrada por acaso desperta dúvidas sobre o passado da família e leva a personagem a investigar acontecimentos que permaneciam ocultos há décadas. "Quis escrever mulheres que fossem profundamente humanas, com virtudes, contradições, medos e coragem. Elas não existem para apoiar a história de alguém; são elas que fazem a história acontecer", afirma a autora.

A partir dessa descoberta, o romance que se passa em Recife mostra que o processo de seguir adiante após uma perda nem sempre exige apenas aceitação da ausência, mas também necessidade de compreender quem eram aqueles que partiram. E para Mariana, o passado torna-se peça fundamental para reconstruir o presente.

Ao abordar o luto de forma delicada, Mariana evita respostas fáceis e traz uma protagonista que enfrenta inseguranças, memórias e sentimentos contraditórios. “Entre Nós Três” ensina que cada pessoa encontra seu próprio tempo para lidar com a dor e ressignificar suas lembranças.

Além do drama familiar, o livro traz elementos de investigação, memória histórica e relações afetivas, o que amplia o alcance da trama para além da experiência individual. A reconstrução da história da matriarca também se torna uma forma de compreender diferentes momentos da sociedade brasileira. "A literatura tem o poder de preservar histórias que, muitas vezes, passam despercebidas. Escrever essas mulheres foi uma forma de reconhecer a importância das relações femininas na construção da memória e da identidade", ressalta Mariana.

“Entre Nós Três” reúne emoção, suspense e contexto histórico em uma história que convida o leitor a refletir sobre temas como heranças afetivas, identidade e pertencimento. Mariana Bregieiro transforma experiências universais em uma história capaz de dialogar com diferentes gerações.

Ao mostrar que a dor também pode revelar caminhos antes invisíveis, o romance sugere uma reflexão sobre memória, amor e legado, lembrando que conhecer profundamente aqueles que amamos pode ser o primeiro passo para descobrir quem realmente somos.

“Eu encaro o luto como o ponto de partida de Entre Nós Três. A descoberta de uma foto antiga da mãe de Marina é o catalisador que leva essa personagem a investigar o passado, uma jornada a que ela não estaria disposta a se dedicar com tanto afinco se a perda de Liana não tivesse deixado um vazio irreparável em sua vida””, finaliza a autora

Sobre a autora:

MARIANA BREGIEIRO nasceu no interior de São Paulo em 1991 e mudou-se para Recife ainda pequena. É formada em Direito e pós-graduada em Direito Processual Civil pela Universidade Federal de Pernambuco. Além de artigos jurídicos, publicou contos nas coletâneas O ano em que fizemos contato, Por elas para elas e Transformações.

Entre nós três é seu primeiro romance. CONHEÇA MAIS DO LIVRO CLICANDO AQUI.

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Sociólogo une afrofuturismo e ancestralidade dos orixás em fantasia urbana

13 setembro 2026

Ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo, o livro “Orixás: O poder dos filhos do Tempo”, do sociólogo e escritor João Raphael Ramos, acompanha a trajetória de descendentes diretos dos orixás destinados a salvar o futuro. 

A obra tem início em pesquisas do autor sobre educação antirracista e raízes africanas. Nelas, João levanta novas perspectivas das culturas africanas e afro-brasileiras que aproximam esses elementos da literatura fantástica. Apresentador do programa “E, aí, professor?” do Canal Futura, o autor traz em sua obra elementos do afrofuturismo, movimento estético e cultural que valoriza a identidade, a ancestralidade e o protagonismo negro na literatura, no cinema e nas artes.

Em “Orixás”, um grupo de jovens precisa enfrentar o MAAFA, uma sombra ancestral que se alimenta das histórias dos mundos dos vivos e dos espíritos. Em meio à jornada, o passado e o futuro estão entrelaçados. Rivalidades, desafios, perdas e guerras colocarão à prova sua união, exigindo que permaneçam juntos apesar das diferenças. Akin, Ayô, Mali, Jana, Raoni, João e Zian são jovens que carregam em si heranças que ultrapassam o presente. Eles são os Supraviventes, descendentes diretos dos Orixás, marcados pelo axé e pela responsabilidade de manter viva a conexão entre o mundo humano e o divino.

Convocados ao Tempo Espiralar — um espaço onde memória, ancestralidade e destino confluem —, eles atravessam momentos marcantes da história, revisitando reinos esquecidos, travessias forçadas, guerras e resistências que moldaram gerações. Em suas jornadas, enfrentam ajoguns, reequilibram seus Oris e despertam forças adormecidas. No entanto, os maiores desafios não vêm apenas dos inimigos: entre eles surgem afetos, rivalidades, dúvidas e segredos que colocam à prova seus laços e expõem feridas antigas.

Ao se reunirem, eles percebem que suas trajetórias fazem parte de algo muito maior: a aproximação da MAAFA, uma sombra ancestral alimentada pelas dores da história humana, capaz de consumir tanto o mundo espiritual quanto o dos vivos.

Entre memórias e escolhas, os Supraviventes precisarão descobrir se o axé que carregam será suficiente para impedir que o passado destrua o futuro. Porque há heranças que não podem ser ignoradas — e chamados que não podem ser recusados. Sedutor, intenso e carregado de significado, este não é apenas um romance, mas antes de tudo um convite para enxergar o invisível, sentir o inexplicável e redescobrir a magia que habita o mundo ao nosso redor.

Sobre o autor:

João Raphael Ramos é educador, sociólogo e pensador afro-brasileiro. Doutorando em pesquisas e produções que envolvem o campo da educação antirracista, cria conteúdo nas redes sociais buscando popularizar sua área de estudo e as culturas africanas e afro-brasileiras. Como professor de sociologia e filosofia, leciona para o ensino médio nas redes particular e pública do Rio de Janeiro, atua também como colunista sobre África no site Opera Mundi. Orixás é seu livro de estreia. Em seu tempo livre, gosta de ler fantasia, ficção científica e afrofuturismo.

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Livro infantil transforma bullying em metáfora sobre autoestima e diversidade

12 setembro 2026


O cacto Cacá tem um coração enorme, mas outras flores do jardim julgam sua aparência cheia de espinhos. A relação com a própria identidade só muda quando ele encontra o beija-flor Zig, primeiro amigo que enxerga sua beleza além da casca. 

Novo livro infantil da escritora e ilustradora Luana Chinaglia, O cacto que floresceu chega aos pequenos leitores em meio a um debate crescente sobre saúde emocional e bullying nas escolas. 

Lançada pela Editora Mundo Cristão, a obra aborda temas que dialogam com a faixa etária de 4 a 9 anos, como exclusão, solidão e o peso das palavras ditas na infância. Nesta história, Cacá vive escondido em um jardim onde a beleza segue um mesmo padrão. 

Diante do deboche de flores como a dália Dalila, ele se questiona por que nasceu “esquisito” e sem perfume. É nesse ponto que Zig entra em cena: o beija-flor faz abrigo em um buraco do tronco do cacto, transformando o que era motivo de vergonha para o protagonista em uma aventura de aceitação, autoestima e novas amizades. 

Luana Chinaglia assina tanto o texto quanto as ilustrações. A partir de imagens e frases curtas que facilitam a compreensão da mensagem, a autora e ilustradora constrói uma narrativa ideal para leitura compartilhada. 

Na seção "Para conversar com sua família ou na escola", pais e professores podem retomar os símbolos do enredo, explicar o que cada personagem representa e curiosidades sobre a natureza dos cactos. O capítulo se desdobra ainda em uma atividade prática que propõe às crianças um exercício diário de gentileza e cuidado com as palavras direcionadas aos colegas.  

Esse formato educativo e interativo responde a uma demanda real por materiais de apoio prontos para o ensino de valores, como: respeito às diferenças, tolerância, inclusão e empatia. Sobretudo, o lançamento contribui para a prevenção do preconceito em qualquer ambiente.  

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Como escolher uma cinta modeladora que seja confortável e tenha um aspecto natural sob a roupa

10 setembro 2026


The best shapewear is not the piece that squeezes the hardest—it is the one you eventually forget you are wearing. Finding that balance between support, comfort, and a natural silhouette can make all the difference in how you feel in your clothes.

Shapewear has changed quite a bit over the years. Instead of being designed simply to make the body look smaller, modern pieces are often created to smooth specific areas, support the body, and help clothing fit more comfortably. But with so many styles available, choosing the right one can still feel confusing.

So, how do you know what actually works for you?


Start With the Area You Want to Shape


Before buying shapewear, think about what you want the garment to do.

Do you want to smooth your waist? Create a more streamlined look under a dress? Support your stomach? Reduce visible lines around your hips and thighs?

Different pieces are designed for different purposes. High-waisted briefs, for example, can focus on the stomach and waist, while shorts may provide additional smoothing around the hips and thighs. Bodysuits can offer more overall coverage because they combine several shaping areas into one garment.

The goal is not necessarily to make your body look dramatically different. Often, the most flattering result comes from subtle smoothing that allows your natural shape to remain visible.


What Shapewear Works for the Lower Belly?


The lower belly can be one of the trickier areas to address because traditional shapewear does not always stay in place where you need it most. If this is your main concern, you may be wondering: what shapewear works for lower belly?

Look for designs with a higher rise and targeted compression through the lower abdominal area. High-waisted shapewear can help create a smoother transition from the waist to the hips, while garments with wider waistbands are often more comfortable because they distribute pressure instead of concentrating it in one narrow area.

Another important factor is length. A piece that ends too low on the stomach may create a visible edge or an uncomfortable line. On the other hand, shapewear that extends higher can provide more consistent support.

Remember that stronger compression is not automatically better. A garment that is painfully tight can roll, dig into the skin, or become uncomfortable after only a short time. Good shapewear should support you without making you feel restricted.


Shapewear generally comes in different levels of compression, and understanding the difference can make shopping much easier.

Light compression is ideal when you mainly want smoothing. It can work well for everyday outfits and is often easier to wear for several hours.

Medium compression provides more noticeable shaping while still allowing reasonable freedom of movement. This is often a good middle ground for dresses, fitted clothing, and special occasions.

Firm compression offers the most structured effect. It can be useful when you want stronger shaping, but fit becomes especially important. If the garment feels difficult to put on, restricts your breathing, or causes discomfort, it is probably too tight.

Think about how long you plan to wear the piece as well. Something comfortable for a two-hour event may not be the best choice for a full day at work.


How to Find a Comfortable Fit


One of the biggest mistakes people make with shapewear is choosing a smaller size because they assume it will create a stronger effect.

In reality, sizing down can work against you. Excessive compression can cause the fabric to roll, create unwanted bulges around the edges, and make the garment much less comfortable.

Always check the manufacturer's size chart instead of automatically choosing your usual clothing size. Measurements are usually a better guide than the label you normally wear.

Pay attention to the fabric, too. Breathable materials and stretch fabrics can make a significant difference, especially in warm weather or when you will be wearing the garment for several hours.


Bodysuits: Practical or Complicated?


Bodysuits have become a popular shapewear option because they can smooth several areas at once. Depending on the design, they may provide support around the stomach, waist, back, hips, and even the bust.

But wearing a bodysuit can raise another surprisingly common question: do you wear underwear with a bodysuit?

There is no universal rule. It depends on the design of the bodysuit, the fabric, and your personal preference.

Some bodysuits have a built-in gusset or are designed to be worn directly against the skin. Others are more comfortable when paired with underwear, particularly if they do not provide enough coverage on their own.

If you do choose to wear underwear underneath, seamless styles can help prevent visible lines. Nude or closely matching shades can also be useful when wearing lighter-colored clothing.

The most important thing is comfort and practicality. There is no single “correct” way to wear a bodysuit.


The best shapewear depends not only on your body but also on what you are wearing.

A fitted dress may benefit from a seamless bodysuit that creates a smooth look from the bust through the hips. High-waisted shorts can work well under skirts or dresses when thigh smoothing is also important.

For jeans or trousers, a high-waisted brief may provide enough support without adding unnecessary coverage.

And if you are wearing a delicate or lightweight fabric, pay particular attention to seams, edges, and texture. Even shapewear that fits perfectly can show through an outfit if its construction is not suited to the fabric.


What Makes a Good Shapewear Brand?


With so many options on the market, choosing a brand can be just as confusing as choosing a style. Instead of focusing only on how much compression a product promises, look at construction, sizing, fabric quality, and the range of styles available.

The best shapewear brand for tummy control is ultimately the one that offers the right combination of support and comfort for your needs.

Reviews can also be helpful, particularly when they discuss sizing and how a garment feels after several hours of wear. Look for comments that go beyond simply saying that a piece “works” and pay attention to whether people mention rolling, pinching, breathability, or difficulty putting it on.


Shapewear Should Work With Your Body


Ultimately, shapewear is a styling tool—not a requirement.

You do not need to change your body to wear certain clothes, and you certainly do not need to wear shapewear every day. For many people, however, the right piece can provide a little extra support or help an outfit feel more comfortable and polished.

The trick is finding something that works with your body instead of fighting against it.

Choose the right area, the appropriate level of compression, and a size that allows you to move comfortably. When shapewear fits properly, the result should feel less like hiding your body and more like giving your clothes the foundation to fit the way you want.

And perhaps that is the real secret: the best shapewear is not the one that changes you the most. It is the one that helps you feel most like yourself.
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A Jornada de Cura da Sua Criança Interior, de Robert Jackman: olhando para as feridas que ainda vivem em nós

21 agosto 2026


Às vezes, uma situação aparentemente pequena desperta uma reação desproporcional. Uma crítica incomoda mais do que deveria, um afastamento parece insuportável, dizer “não” provoca culpa ou a necessidade de agradar todo mundo se torna quase automática. Para Robert Jackman, muitas dessas respostas podem estar relacionadas a feridas emocionais que carregamos desde a infância.

É a partir dessa perspectiva que o psicoterapeuta apresenta “A Jornada de Cura da Sua Criança Interior”, um livro que propõe olhar para essas marcas do passado não para permanecer preso a elas, mas para compreendê-las e, aos poucos, recuperar a liberdade emocional.

A proposta do livro parte de uma ideia bastante interessante: experiências vividas na infância podem influenciar a maneira como nos relacionamos conosco, com os outros e com o mundo na vida adulta.

Isso pode aparecer de diferentes formas: escolhas que parecem se repetir, reações impulsivas, dificuldade em estabelecer limites, medo de rejeição, necessidade de aprovação ou padrões de relacionamento que sabemos que não nos fazem bem, mas que continuamos reproduzindo.

Em vez de perguntar apenas “por que eu faço isso?”, o livro nos incentiva a olhar para a nossa própria história e tentar compreender o que existe por trás daquela reação.


Uma das coisas que mais gostei no livro foi a linguagem.


Apesar de abordar questões relacionadas à psicologia e à saúde emocional, Robert Jackman escreve de maneira simples e acessível, sem transformar a leitura em um texto cheio de termos técnicos ou conceitos difíceis.

Isso faz com que o livro seja bastante fluido e fácil de acompanhar.

Outro recurso utilizado pelo autor são os relatos de pacientes. Ao longo dos capítulos, diferentes histórias aparecem para ilustrar os conceitos apresentados e mostrar como determinadas feridas podem se manifestar na vida cotidiana.

Esses relatos ajudam a transformar conceitos abstratos em situações que conseguimos reconhecer com mais facilidade.

E talvez esse seja um dos pontos fortes do livro: em alguns momentos, enquanto você acompanha a história de outra pessoa, pode acabar pensando em alguma situação da sua própria vida.


Se existe uma característica que diferencia bastante essa obra de uma leitura puramente teórica, é a quantidade de atividades propostas. Praticamente durante todo o livro existem exercícios para que o leitor pare, reflita e olhe para dentro.

A ideia é identificar as próprias feridas, perceber os gatilhos, reconhecer padrões e compreender como determinadas experiências continuam influenciando comportamentos no presente.

Por isso, não considero este um livro para ser lido com muita pressa.

É possível passar pelas páginas rapidamente, mas acredito que a proposta funcione melhor quando damos tempo para realizar os exercícios e realmente refletir sobre as perguntas apresentadas.

Em alguns momentos, a leitura deixa de ser apenas sobre o que Robert Jackman está ensinando e passa a ser sobre aquilo que você está descobrindo a respeito de si mesmo.


O processo CURAR-SE e o adulto responsável


Entre os conceitos apresentados na obra está o processo CURAR-SE, desenvolvido por Jackman como uma maneira de trabalhar essas feridas e construir uma relação mais consciente com elas.

A proposta passa por reconhecer aquilo que aconteceu, compreender as próprias respostas emocionais e desenvolver recursos para lidar com elas de uma maneira diferente.

Nesse caminho aparece também a ideia do “eu adulto responsável”.

É um conceito interessante porque coloca o leitor diante de uma possibilidade: talvez não possamos mudar aquilo que aconteceu conosco, mas podemos trabalhar a maneira como nos relacionamos hoje com essas experiências.


O adulto que somos pode aprender a estabelecer limites, reconhecer gatilhos, questionar pensamentos negativos e tomar decisões diferentes daquelas que eram possíveis quando éramos crianças.

Algumas experiências fazem parte da nossa história e deixam marcas. O objetivo é aprender a reconhecê-las para que elas não continuem comandando nossas escolhas de maneira inconsciente.

E talvez essa seja uma das reflexões mais importantes que a leitura proporciona: não precisamos apagar o passado para construir um presente diferente.

Podemos conhecer nossas feridas, entender como elas aparecem e desenvolver novas formas de responder ao que acontece conosco.


Uma leitura para quem está disposto a olhar para dentro


“A Jornada de Cura da Sua Criança Interior” é um livro que pode interessar principalmente a quem gosta de psicologia prática, autocuidado e desenvolvimento pessoal, mas também a quem está vivendo um momento de reflexão sobre os próprios comportamentos e relacionamentos.

Não é uma leitura que promete resolver tudo magicamente — e acho importante enxergá-la dessa maneira.

O que ela oferece são reflexões, histórias e ferramentas para que o próprio leitor comece a investigar a sua trajetória.


Para mim, um dos pontos mais interessantes foi justamente essa combinação entre uma escrita simples, relatos que ajudam a compreender os conceitos e exercícios que transformam a leitura em uma experiência mais participativa.

É um livro que, em vez de apenas dizer “entenda suas feridas”, coloca você diante de perguntas para descobrir quais são as suas.

E talvez algumas respostas sejam bastante confortáveis. Outras, nem tanto.

Mas olhar para elas pode ser o primeiro passo para perceber que certas histórias do passado não precisam continuar escrevendo sozinhas os capítulos da nossa vida adulta.


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MONIQUE LARENTIS

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