25 julho 2016

Leitura: Alice no País do Amor


Um livro que tem, mesmo que em pequenas partes, referências de Alice no País das Maravilhas, não tem como não ser um amorzinho né?! O livro Alice no País do Amor faz parte da coleção Viagens na Ficção da editora Chiado. Não sou muito de ler romances, mas não tem como não se apaixonar por essa história.

De cara me identifiquei com Alice (a personagem principal da história). Ela é uma mulher estudada (advogada), mas que vive "nas nuvens", meio boba com sua paixãozinha que vem desde a infância, e tem um certo problema em não se valorizar como mulher (ela não é tão vaidosa). Ela também adora contos de fadas. Não tinha como não me identificar. Eu agora já me arrumo melhor, mas tive meus tempos de não ligar para nada, e também já encontrei meu amor, e Alice ainda sonha com o dela, que por sinal, está prestes a se casar com sua melhor amiga.

Sinopse: Siga a trilha do coelho branco e “caia de amores” por esta história em que conquista, paixão, personagens pirados de filmes, gurus do amor e anciãos malucos se misturam, trazendo situações engraçadas, revelações e muito, muito romance... Alice é uma advogada beirando os trinta anos, que mora em Curitiba e sonha com o verdadeiro amor. O problema é que ela é apaixonada – desde menina – por Max (atual namorado de sua melhor amiga, Helen), nutrindo, por ele, uma paixão platônica. Esse sentimento se reacende na época da faculdade quando o reencontra como professor do curso de Direito. Alice resolve não revelar que fora sua vizinha quando criança e inicia um flerte com Max, mas a história toma outro rumo quando ele conhece Helen e eles começam a namorar. Sofrendo com essa paixão não correspondida, Alice conta sempre com o apoio de Alan, seu amigo e confidente, mas vê evaporarem suas últimas esperanças ao saber que Max pediu Helen em casamento. Abalada com a notícia, com a autoestima “no pé” e tentando “dar a volta por cima”, Alice decide ousar, com um vestido pra lá de provocante, justamente na festa de aniversário à fantasia de Helen (em que quase todos estão vestidos como as personagens de Alice no País das Maravilhas) e então desperta — novamente — o interesse de Max, que tenta seduzi-la. Será que Alice conquistará o homem dos seus sonhos?


Poderia dizer que esse é um livro com um desenrolar um pouco clichê de começo, mas mesmo assim, quem é que não gosta de uma história assim de vez em quando né?! Você vive a personagem, sente suas alegrias, suas tristezas, sua raiva, seu arrependimento, seu amor. Um misto de sentimentos.

Com uma leitura leve e capítulos não tão compridos (adoro!) o livro é rápido de se apreciar e não cansa a leitura. A diagramação é muito boa, as páginas são amareladas e as folhas tem uma textura diferente, deve ser o tipo de papel que é diferente, me fez ter uma nova sensação com a leitura e o livro. A capa nem preciso falar que é linda né?!

Acho que o mais bacana deste livro, é que ele nos apresenta personagens (principalmente a própria Alice) que pertencem a "vida real". Eu quero dizer com isso, é que por exemplo, eles possuem medos, falta de amor próprio, baixa auto-estima e muitos outros sentimentos que nós também temos e sentimos. Conseguimos nos colocar no lugar da personagem e viver a história e os dilemas/escolhas junto com ela, como se fossem nossos também.

"As coisas só são preciosas quando as podemos ter ou fazer de maneira extraordinária... Quando incorporadas ao cotidiano são absorvidas de tal forma, que somem... É um paradoxo. Devemos apreciar o que temos, mas o que temos não é banal. Necessitamos de uma fórmula para transformar o banal em especial, metais ordinários em ouro, o cansaço de viver em entusiasmo juvenil, puro êxtase!"
Para quem adora um bom romance e não tem preconceito com clichês, precisa ler este livro da Lucilla Guedes. Com certeza, Alice no País do Amor envolve e emociona o leitor. Eu amei a leitura!

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Editora: Chiado
Autor: Lucilla Guedes
Páginas: 228
Assunto: Ficção/Romance
Para comprar: clique aqui


Avaliação da Leitura:  
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22 julho 2016

Leitura: O papai é pop 2


Não é de se imaginar que um livro de Marcos Piangers, humorista do programa Pretinho Básico, já comece com uma introdução emocionante, escrita pela mãe dele, sobre a vida dela (e dificuldades) de ter um filho e criá-lo sozinha.

"Não há um dia que eu não me convença de que o melhor presente de todos, no fundo, é estar presente."
O livro vai fazer você rir, chorar, se identificar e talvez te preocupar também (hehehehe), o mais incrível de tudo é que da para sentir nas palavras do livro, o amor que ele sente pela família. Eu não tenho filho ainda, mas lendo esse livro tenho a plena convicção de falar, que ele é um ótimo presente para futuros papais e mamães também que quiserem ler.

Sinopse: O papai pop está de volta! Marcos Piangers vai colocar você no banco de trás do carro, ao lado das filhas Anita e Aurora, para contar novas histórias – algumas comoventes, algumas divertidas e outras talvez um pouco nojentas – sobre essa coisa absolutamente comum e extraordinária que é ter um filho.

A capa do livro é mais do que linda e se destaca na prateleira (sou um pouco suspeita para falar já que amo a cor roxa). A diagramação é super bonita mesclando texto/situações com ilustrações e algumas páginas de "faça você mesmo".

Este é o segundo livro do papai é pop, mas ele é independente. Você não precisa ter lido o primeiro livro para ler o segundo. O que é uma coisa boa, porque mesmo lendo esse primeiro, da vontade de comprar o outro, porque a escrita é muito boa. Eu mesma não li o primeiro ainda e já fiquei super com vontade de ler.


Com certeza recomendo a leitura. Para quem não tem filho ainda, vale ir se preparando (hehehe), e para quem já tem, vale a leitura igualmente, para dar umas relembradas e boas risadas de alguns acontecimentos da vida dos papais. Assista o vídeo do papai pop 1 e do 2, com certeza você vai se emocionar (ou pelo menos dar umas boas risadas).


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Editora: Belas-Letras
Páginas: 112
Para comprar: clique aqui


Avaliação da Leitura:  
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20 julho 2016

Marcadores do blog + sorteio


Olá queridos, hoje não é sexta-feira (dia que sempre posto vídeo novo), mas hoje é DIA DO AMIGO, então tive que antecipar esse vídeo lindo para vocês. Espero que estejam gostando dos vídeos, aos poucos vou pegando o jeito e esquecendo a timidez.

Para comemorar meus primeiros seguidores lá do youtube, além desse vídeo especial mostrando todos marcadores que já fiz para o Vivendo Sentimentos, vou fazer um pequeno sorteio de um kit deles. Afinal, quem não ama marcadores né?!! Vai lá no Youtube para ver como participar ;)


18 julho 2016

Era uma vez... A Serpente Branca


Há muito, muito tempo, houve um rei famoso em todo o país pela sua sabedoria. Nada ignorava e parecia que as notícias das coisas mais secretas lhe chegavam através do espaço. Esse rei tinha, porém, um hábito esquisito: todos os dias, uma vez terminadas as refeições, e ninguém mais se achando presente, um criado muito fiel devia trazer-lhe ainda uma sopeira coberta. O próprio criado não sabia o que continha, ninguém o sabia, porquanto o rei só a destapava quando estava completamente só.

Isso durava há bastante tempo, até que um dia, não resistindo à curiosidade, o criado, ao levar de volta a sopeira, carregou-a para o quarto. Fechou cuidadosamente a porta, levantou a tampa e viu dentro uma serpente branca. Não pôde furtar-se ao desejo de prová-la e cortou um pedacinho, levando-o à boca; mas, apenas lhe tocou a língua, ouviu através da janela um estranho sussurro de vozinhas sutis. Chegou à janela e pôs-se a escutar; percebeu que eram dois pardais que conversavam entre si, contando tudo o que tinham visto nos campos e bosques. O pedaço de serpente que provara dera-lhe a faculdade de entender a linguagem dos animais. 

Ora, aconteceu que, justamente nesse dia, desapareceu o mais bonito anel da rainha. As suspeitas de furto recaíram sobre o criado fiel, que tinha entrada em todos os aposentos do palácio. O rei chamou-o à sua presença e repreendeu-o severamente, ameaçando condená-lo como ladrão se até ao dia seguinte não indicasse o verdadeiro autor do furto. De nada adiantaram os protestos de inocência; a posição dele era bastante precária. 

Amedrontado e aflito, dirigiu-se ao pátio, cogitando uma maneira de sair daquela situação. Perto do regato que por lá serpeava, repousavam tranquilamente algumas patas, deitadas uma junto da outra; alisavam-se as penas com o bico e tagarelavam misteriosamente. O criado deteve-se a ouvi-las; cada qual contava onde estivera pela manhã e que ótimos quitutes havia encontrado. Uma delas, aborrecida, contou: 

– Algo me pesa no estômago. Esta manhã encontrei um anel debaixo da janela da rainha e, na pressa com que estava comendo, enguli-o. Imediatamente o criado pegou-a pelo pescoço e levou-a à cozinha, dizendo ao cozinheiro: 

– Mata que esta está bem gorda. O cozinheiro ergueu-a com a mão a fim de calcular o peso e disse: 

– Realmente, esta não perdeu tempo em engordar e já está na hora de ser assada! Cortou-lhe a cabeça, e, quando foi aberta, encontrou-se o anel da rainha em seu estômago. Assim, o criado pôde facilmente demonstrar sua inocência. 

O rei, então, querendo reparar a injustiça cometida, autorizou-o a fazer um pedido e, ao mesmo tempo, ofereceu-lhe o mais alto cargo do reino. O criado recusou tudo, pedindo somente um cavalo e dinheiro suficiente para viajar, pois tinha vontade de conhecer o mundo. O pedido foi atendido e ele pôs-se a caminho. Um dia, passando perto de uma lagoa, viu três peixes enredados nos juncos e que arquejavam fora da água. Embora se diga que os peixes sejam mudos, ele ouviu distintamente que se lamentavam por terem de morrer tão tristemente, e, como era de bom coração, desceu do cavalo e recolocou os três prisioneiros dentro da água. Eles voltaram a nadar alegremente e, pondo a cabeça para fora, disseram: 

– Havemos de nos lembrar e te recompensaremos por nos teres salvo! Ele prosseguiu o caminho e, pouco depois, pareceu-lhe ouvir uma voz sob os pés, saindo da areia. Deteve-se a escutar e ouviu o rei das formigas queixar-se: 

– Oh, se os homens passassem ao largo com suas descuidadas montarias! Esse estúpido cavalo, com os pesados cascos, espezinhou sem piedade meu pobre povo! Ele então desviou o cavalo para um caminho pedregoso e o rei das formigas disse-lhe: 

– Havemos de nos lembrar e te recompensaremos! A estrada, por onde seguia, conduziu-o a uma floresta; aí viu dois corvos, pai e mãe, que estavam atirando fora do ninho os filhotes! 

– Fora, – gritavam, – fora daqui seus mandriões; não podemos mais alimentar-vos; fora, já estais suficientemente crescidos para sustentar-vos sozinhos. Os pobres filhotes jaziam por terra, batendo as asas e gritando: 

– Ai de nós, pobres infelizes! Temos de nos manter sozinhos e ainda nem sabemos voar! Não nos resta senão morrer aqui de fome! O bom criado, então, desceu do cavalo e matou-o com a espada; depois entregou-o aos filhotes dos corvos para que se alimentassem. Estes acorreram saltitando, e após terem comido à vontade, disseram: 

– Havemos de nos lembrar e te recompensaremos. Agora não lhe restava outro recurso senão servir-se das próprias pernas. Anda e anda e anda, chegando afinal a uma grande cidade. As ruas estavam apinhadas de gente que fazia barulho ensurdecedor; nisso viu chegar um arauto a cavalo, anunciando que a filha do rei desejava casar-se, mas, quem aspirasse à mão dela, deveria antes executar uma tarefa extremamente difícil e se não o conseguisse seria morto. Muitos já haviam tentado e sacrificaram inutilmente a própria vida. 

Quando o jovem viu a princesa, ficou tão fascinado com sua beleza que esqueceu todo e qualquer perigo e apresentou-se ao rei como pretendente. Logo foi conduzido à beira mar onde, em sua presença, atiraram um anel de ouro à água. O rei ordenou que o pescasse do fundo do mar, acrescentando: 

– Se voltares à tona sem o anel, serás mergulhado de novo, até morreres afogado. Todo mundo lastimava a sorte do belo jovem. Ele ficou sozinho junto ao mar, pensando no que lhe cumpria fazer quando, de repente, viu surgirem três peixes que vinham nadando em sua direção; eram exatamente os mesmos que havia salvo durante sua viagem. O que vinha no meio trazia na boca uma concha, que depositou na areia, aos pés do jovem; este recolheu-a e, ao abri-la, encontrou dentro dela o anel de ouro. Agradeceu aos peixes e, radiante de alegria, correu para levar o anel ao rei, esperando obter a prometida recompensa. 

A orgulhosa princesa, quando soube que ele não era de sangue real, desprezou-o, exigindo que executasse outra tarefa. Descendo ao jardim, ela espalhou com as próprias mãos dez sacos de milho no meio da grama, e disse: 

– Se quiser casar comigo, terá que catar todo esse milho, sem que falte um só grão, até amanhã cedo, antes de raiar o sol. O jovem sentou-se preocupado no jardim e meditava, sem atinar na maneira de levar a termo aquela difícil tarefa. Desanimado e triste, contava ser condenado à morte assim que amanhecesse. Mas, quando os primeiros raios do sol iluminaram o jardim viu os dez sacos enfileirados, todos cheios, não faltando sequer um grãozinho de milho. 

O rei das formigas havia chegado durante a noite com milhões de súditos, e os insetozinhos, reconhecidos e zelosos, cataram todos os grãozinhos e encheram os dez sacos. A princesa desceu ao jardim e, pessoalmente, constatou, com grande assombro, que o jovem cumprira o que lhe tinha sido imposto. Ainda assim, não conseguiu vencer o orgulho que lhe dominava o coração. 

– Embora tenha executado as duas tarefas, – disse ela, – não o desposarei a não ser que me traga uma maçã da árvore da vida. O jovem ignorava completamente onde se encontrava a árvore da vida, contudo pôs-se a caminho, disposto a andar enquanto lhe permitissem as pernas, sem esperança, porém, de encontrar a tal árvore. Havia já percorrido três reinos quando, um dia, ao entardecer, chegou a uma floresta. Muito cansado, sentou-se debaixo de uma árvore, tencionando dormir aí. De repente, ouviu um roçagar por entre os galhos e uma maçã de ouro veio cair-lhe na mão. No mesmo instante, desceram voando três corvos; pousaram-lhe sobre os joelhos, dizendo:

– Somos os três pequenos corvos que livraste de morrer de fome. Agora já crescemos e viemos a saber que andavas à procura da maçã de ouro, senão terias que morrer. Então atravessamos o mar, voando até aos confins do mundo, onde se encontra a árvore da vida, e de lá te trouxemos a maçã.

O jovem agradeceu muito e, radiante de alegria, retomou o caminho rumo ao palácio, levando a maçã à princesa. Dividiram pelo meio a maçã da vida e comeram-na juntos; assim o coração da princesa encheu-se de amor pelo jovem. Casaram-se e viveram bem felizes até idade muito avançada.


Conto dos Irmãos Grimm