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A Guerra que salvou a minha vida escrito pela Kimberly Brubaker Bradley - Darkside Books
26 outubro 2023
Acho que foi ainda mais emocionante ler esse livro neste momento, afinal, estamos em meio a relatos de duas guerras pelo mundo. Foi um misto de sensações ao longo desta leitura. Amei e odiei muitos personagens. Então, pegue seu café que agora vou te contar mais sobre “A Guerra que salvou a minha vida”, escrito pela Kimberly Brubaker Bradley e publicado pela Editora Darkside.
Nesta história vamos conhecer dois irmãos: A Ada e o Jamie. Eles têm menos de 12 anos de idade. Não sabem ao certo a idade, já que a mãe nunca falou o dia do aniversário deles. Ainda são crianças, e se encontram em meio a Segunda Guerra Mundial. Quem me conhece a mais tempo sabe o quanto adoro ler livros com personagens jovens. Crianças têm muito a nos ensinar. E Ada e Jamie não são diferentes.
Jamie é um menino muito carismático mas muito carente de afeto. Ele faz pequenos roubos de comida para ele e para a família. Ele só começa a ter amigos quando começa a ir para a escola. Sorte dele ter sua irmã mais velha, Ada, que cuida dele como um filho. Ada é puro amor, praticamente uma mãe para Jamie. Mas nossa pequena protagonista sofre muito por ter uma deficiência.
Ada nasceu com o pé torto. E sua mãe sempre “amaldiçoou” ela por causa disso. Não queria uma filha deficiente. Na verdade, ela não queria era filho nenhum. Por causa da deficiência que Ada tinha, e a vergonha que a mãe sentia, a menina nunca saiu de casa. A mãe proibia para não “passar vergonha mostrando uma filha desta maneira”.
Ada observava a vizinhança da janela, e essa era a única visão de mundo que ela tinha. Porque ela nunca tinha saído de casa. Nem banheiro ela usava, e sim um balde para necessidades, porque os banheiros ficavam fora de casa, e de jeito nenhum que ela iria sair.
“Meu pé direito era pequeno e torto, de modo que a sola apontava pra cima, com todos os dedos no ar, e o que deveria ficar pra cima tocava o chão. O tornozelo não funcionava direito, claro, e doía sempre que eu colocava peso em cima, então durante quase toda a vida, eu nunca me apoiei nesse pé. Eu rastejava muito bem.”
Eles também apanhavam muito da mãe, por qualquer motivo. Alguma resposta errada, já era motivo. Principalmente Ada, por “ser deficiente”, sofria ainda mais com os xingamentos e tapas da mãe.
Além de toda vergonha que a mãe tinha dela, Ada também tinha muita dificuldade de caminhar. Ela preferia se rastejar. Por isso, não fazia questão de sair de casa. Quando se conhece apenas essa vida, está tudo bem. E para ela, o principal, o que fazia ela suportar tudo, era estar ao lado do irmão que ela tanto amava.
“Minha casa era uma prisão. Eu mal suportava o calor, o silêncio e o vazio.”
A vida dos irmãos muda drasticamente quando as crianças precisam evacuar Londres para ir para o interior, morar com outras famílias, para proteção. Ada não quer se separar do irmão e foge junto, contradizendo a mãe que não quer deixar ela sair de casa.
Na nova cidade eles conhecem a Susan, que acaba virando sua cuidadora um pouco a contragosto no começo. Ela passou, há pouco tempo, por um luto e não acredita ser capaz de cuidar de duas crianças pequenas. E no começo é bem difícil, existem muitas dificuldades. As histórias e os problemas acabam se entrelaçando até o momento que não sabemos quem está ajudando quem, porque as duas partes ganham com isso.
O livro conta um pouquinho desses estágios da guerra vistos pelo olhar de uma criança, além de todas as superações e desafios de alguém que era tão maltratada, começando a viver realmente. O quanto o psicológico de uma criança (uma pessoa) pode ficar abalado por isso. Ada não conseguia receber um elogio sem ficar em pânico, porque é algo totalmente novo para ela.
Como Ada nunca tinha saído de casa, sempre foi maltratada e nunca conviveu com pessoas, vamos descobrindo, ao longo da leitura, os sentimentos e emoções que ela sente e que nunca sentiu. Aprender que ser elogiada é bom, ser feliz, ganhar coisas. Além disso, também vamos acompanhar o processo de eles aprenderem a ler e escrever, algo que nunca fizeram, principalmente ela que nunca pode sair de casa.
A história é um mix de sentimentos, tanto em relação às crianças, como aos acontecimentos da guerra. E, tem um momento que a malvada da mãe deles vem buscar as crianças. O que acontece após isso? Você terá que ler para descobrir.
Outro ponto é o amor, imediato, da Ada por cavalos e por cavalgar. Susan tem um pônei, e vai ser amor à primeira vista. Existem estudos científicos que dizem que cavalos são animais que fazem muita diferença no desenvolvimento de crianças com deficiência, e acho que foi incrivelmente abordado, essa ligação, na história.
Foi um livro emocionante de se ler. Já fico curiosa para o desenrolar desta história. O que mais a autora encaixou na história dos nossos três personagens? Mas isso eu preciso conferir no segundo livro. Minha única dica é leia. Com certeza você não irá se arrepender. E não esqueça dos lencinhos e do estoque de paciência, pois você vai ter momentos de raiva, e momentos de lágrimas. Essa é uma narrativa que reserva um pouquinho de cada.
Motivo para ler o livro "A Guerra que salvou a minha vida":
- Emoção Profunda: O livro evoca emoções profundas e sinceras, tornando-o uma leitura emocionalmente envolvente.
- Contexto Histórico: Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, oferece uma visão única das crianças nesse cenário desafiador.
- Personagens Jovens: Os protagonistas, Ada e Jamie, são crianças cativantes que têm muito a ensinar e inspirar os leitores.
- Superando Adversidades: A história narra as jornadas de superação de Ada, que nasceu com uma deficiência e também a negligência materna.
- Desenvolvimento Emocional: Mostra como traumas e abusos afetam o desenvolvimento psicológico de uma criança e seu caminho para a cura.
- Emoções Contrastantes: O livro oferece momentos de raiva e lágrimas, equilibrando diversas emoções ao longo da leitura.
Nem preciso falar da edição não é mesmo? A Darkside nunca deixa a desejar. A diagramação é ótima, o livro tem capa dura e é ricamente ilustrado com uma capa linda e primeiras páginas com ilustrações. Todo inicio de capítulo também tem sua identidade própria e que dá todo aquele "sentimento de cuidado" que a editora transparece em toda edição.
Em suma, "A Guerra que salvou a minha vida" é uma leitura cativante que toca o coração dos leitores, oferecendo uma visão emocional da vida de crianças durante a Segunda Guerra Mundial e suas lutas para superar adversidades. É uma história que proporciona uma experiência literária enriquecedora, repleta de emoções e aprendizado.
Sobre a autora: Kimberly Brubaker Bradley vive com o marido e os filhos em uma fazenda no sopé das Montanhas Apalaches, entre pôneis, cães, gatos, ovelhas, cabras, e muitas, muitas árvores. É autora de vários livros, entre eles Leap of Faith e Jefferson’s Sons. A Guerra que Salvou a Minha Vida ganhou o Newbery Honor Book, o Schneider Family Book Award e o Josette Frank Award, além de ter sido eleito entre os melhores livros de 2015 pelo Wall Street Journal, a revista Publishers Weekly, a New York Public Library e a Chicago Public Library, entre outros.
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O grande autor da fantasia que todos adoramos, seja pelos livros ou recentemente pelos filmes: O Hobbit e Senhor dos Anéis, ganha uma biografia com uma edição linda e impecável publicada pela Darkside Books. Uma biografia completa que você precisa conhecer!
Sinopse do Livro:
“Tolkien é meu mestre” – George R. R. Martin. Edição comemorativa dos 125 anos de nascimento do autor Para comemorar os 125 anos de nascimento de Tolkien, a DarkSide Books publica esta edição comemorativa de J.R.R. Tolkien, o Senhor da Fantasia, com nova capa e um mapa pôster exclusivo da Terra Média. A biografia reconta a vida do autor de clássicos como a trilogia O Senhor dos Anéis e O Hobbit, e considerado um dos maiores autores de fantasia de todos os tempos, que em breve vai ganhar uma adaptação para o cinema. A obra de Michael White acompanha a vida e a trajetória do escritor, começando por sua infância na África do Sul, seguida do retorno da família para a Inglaterra, onde os Tolkien estabeleceram-se em Birmingham, cidade que passava por uma rápida industrialização nos anos 1890, mas ainda era cercada por uma paisagem de tirar o fôlego. Este cenário que reunia e mesclava o coração industrial do Império britânico próximo a bosques e montanhas idílicas e selvagens foi determinante para as ideias e a escrita de Tolkien. Já é clássico o momento inspirador quando era professor em Oxford e um dia, corrigindo exames, ao se deparar com uma página em branco que um aluno havia deixado no caderno de exercícios, Tolkien escreve de repente: “Em uma toca no chão vivia um Hobbit”. Bem à sua maneira, ele fica intrigado com aquilo e decide descobrir mais a respeito dos hobbits. Escrito para os seus filhos, O Hobbit tornou-se um sucesso imediato quando foi publicado em 1937. Vendeu milhões de exemplares mundo afora desde então e estabeleceu-se como “um dos livros mais influentes de nossa geração”. Influência e paixão que só aumentaram com as adaptações para o cinema da trilogia de O Senhor dos Anéis, por Peter Jackson, e que voltam a atrair a atenção de todos novamente com o começo da nova trilogia de O Hobbit.
O livro é dividido em capítulos que percorrem a vida de Tolkien desde quando ele era criança, até seu percurso e dificuldades para escrever e sua vida após a publicação dos livros. Já no primeiro capítulo descobrimos o quanto a mãe dele foi uma guerreira. Com dois filhos pequenos, ela perdeu o marido quando Tolkien era ainda uma criança de quatro anos e seu irmão menor ainda. Ela acabou morrendo de diabete aos 34 anos, quando os meninos ainda tinham menos de 12 anos.
Enfrentando muitos obstáculos como professor e também participando da guerra, vamos percorrer todas as épocas da vida do autor do Senhor dos Anéis. É até difícil de falar de algumas partes porque o livro é rico em detalhes. Mas vamos ver sua vida de casado, onde ele ficou por muitas vezes afastado por causa de afazeres e também da guerra. Da perda dos amigos, o clube de leitura e na sua grande paixão por línguas, o que influenciou o começo da escrita dos livros.
Também vamos ver toda a sua luta para a publicação de suas histórias. As muitas vezes que ele foi rejeitado. E também a mania de perfeição que fizeram Tolkien atrasar muito algumas publicações e sequências de suas histórias. Vamos ver o quanto ele vivia e acreditava em suas histórias, a sua amizade com C. S. Lewis, o autor de Nárnia, que também estava escrevendo seu livro na época. Curiosidade: quando Tolkien leu, disse para o amigo que a história não faria sucesso (hehehe).
As primeiras publicações de O Hobbit, o casamento, as amizades do clube do livro, a paixão pela escrita, a guerra. Isso e muito mais você encontrará nesta obra. Se você gosta de uma boa biografia, uma história de luta e superação, eu super indico a leitura. Vale a pena conhecer mais sobre o pai dos Hobbits.
Enfrentando muitos obstáculos como professor e também participando da guerra, vamos percorrer todas as épocas da vida do autor do Senhor dos Anéis. É até difícil de falar de algumas partes porque o livro é rico em detalhes. Mas vamos ver sua vida de casado, onde ele ficou por muitas vezes afastado por causa de afazeres e também da guerra. Da perda dos amigos, o clube de leitura e na sua grande paixão por línguas, o que influenciou o começo da escrita dos livros.
Também vamos ver toda a sua luta para a publicação de suas histórias. As muitas vezes que ele foi rejeitado. E também a mania de perfeição que fizeram Tolkien atrasar muito algumas publicações e sequências de suas histórias. Vamos ver o quanto ele vivia e acreditava em suas histórias, a sua amizade com C. S. Lewis, o autor de Nárnia, que também estava escrevendo seu livro na época. Curiosidade: quando Tolkien leu, disse para o amigo que a história não faria sucesso (hehehe).
As primeiras publicações de O Hobbit, o casamento, as amizades do clube do livro, a paixão pela escrita, a guerra. Isso e muito mais você encontrará nesta obra. Se você gosta de uma boa biografia, uma história de luta e superação, eu super indico a leitura. Vale a pena conhecer mais sobre o pai dos Hobbits.
Sobre o autor:
Michael White é autor de 20 livros e ex-editor de ciência da revista britânica GQ e colunista do Sunday Express em Londres. Seus livros incluem a premiada biografia Isaac Newton: Último Feiticeiro (Record, 2000) e os best-sellers internacionais Stephen Hawking: Uma Vida para a Ciência (Record, 2005) e Leonardo: O Primeiro Cientista (Record, 2000), além de biografias sobre CS Lewis, Maquiavel, Galileu e Giordano Bruno.Sensível e encantador. Conheça em Leve-me com Você, três personagens que serão inesquecíveis e apaixonantes. Família, discussões, alcoolismo, viagens, amizade. Mais uma leitura da Darkside Books para aquecer corações e ensinar sobre a vida.
Sinopse do Livro:
August Shroeder é um professor de ciências desacreditado e um alcoólatra em recuperação. Todos os anos, seu destino nas férias de verão é o mesmo: a estrada. Em seu trailer, ele percorre quilômetros e mais quilômetros nas rodovias para visitar os belíssimos parques e reservas naturais. Seu plano era visitar o Parque Nacional Yellowstone com seu filho, Phillip, mas agora não há ninguém no banco do passageiro — apenas um punhado de cinzas guardado no porta-luvas, em uma garrafa de chá carregada de significado. Quando o trailer quebra, August busca conserto na oficina mais próxima. Mas, além do motor home pronto para seguir viagem, ele sai de lá com dois garotos a tiracolo — seus novos companheiros nessa road trip — e a chance de repaginar uma viagem que tinha tudo para ser melancólica e permeada por lembranças doloridas. É com a sensibilidade e o encanto que se tornou marca registrada dos livros da linha DarkLove que Catherine Ryan Hyde fala sobre honestidade, luto, perdas, conquistas e transformações, desatando nós nos corações dos leitores e curando feridas que ninguém imaginava ter. Com sua voz poderosa, que já emocionou milhares de leitores pelo mundo, traz à tona uma discussão sobre a imprevisibilidade da vida e como família nem sempre significa dividir o mesmo sangue.
August é um professor de ciências, ex-alcoólatra, que tem como hobbie viajar com seu motorhome todo o verão, para conhecer parques nacionais. Ele adora a natureza. Mas a viagem deste verão será diferente. O filho de August faleceu, e como uma homenagem para ele, August decide viajar com as cinzas para largar no parque Yellowstoni.
Pouco tempo depois de começar sua viagem, o trailer acaba tendo problemas, precisando ser guinchado até um mecânico. Após ficar alguns dias esperando os reparos, o homem acaba recebendo uma proposta bem diferente do mecânico. Ele não cobraria o serviço em troca de August levar seus dois filhos junto na viagem.
Apesar da loucura de viajar com duas crianças de um desconhecido, ele acaba aceitando, e assim começa a aventura dos meninos Seth e Henry, de August e seu cão Woody. As crianças aprenderão lições valiosas de August, e o homem também aprenderá coisas lindas com os meninos. Uma história de superação, amizade, perdas e perdões. Mas acima de tudo, uma história de amor e companheirismo.
A edição é tão encantadora quanto a história. Com capa dura e essa ilustração maravilhosa em tons de verde e roxo, diagramação perfeita com corte das folhas em verde claro, além das páginas amareladas, não tem como não amar. A folha de guarda têm um mapa lindo!
Se eu amei essa história? Sem dúvida me aqueceu o coração e me ensinou muito. Além de me fazer viajar para lugares maravilhosos dos EUA, sem nem sair de casa. Agora quero conhecer todos esses lugarzinhos de verdade!
Pouco tempo depois de começar sua viagem, o trailer acaba tendo problemas, precisando ser guinchado até um mecânico. Após ficar alguns dias esperando os reparos, o homem acaba recebendo uma proposta bem diferente do mecânico. Ele não cobraria o serviço em troca de August levar seus dois filhos junto na viagem.
Apesar da loucura de viajar com duas crianças de um desconhecido, ele acaba aceitando, e assim começa a aventura dos meninos Seth e Henry, de August e seu cão Woody. As crianças aprenderão lições valiosas de August, e o homem também aprenderá coisas lindas com os meninos. Uma história de superação, amizade, perdas e perdões. Mas acima de tudo, uma história de amor e companheirismo.
A edição é tão encantadora quanto a história. Com capa dura e essa ilustração maravilhosa em tons de verde e roxo, diagramação perfeita com corte das folhas em verde claro, além das páginas amareladas, não tem como não amar. A folha de guarda têm um mapa lindo!
Se eu amei essa história? Sem dúvida me aqueceu o coração e me ensinou muito. Além de me fazer viajar para lugares maravilhosos dos EUA, sem nem sair de casa. Agora quero conhecer todos esses lugarzinhos de verdade!
Sobre a autora:
Catherine Ryan Hyde é autora de mais de 30 livros. Em suas inúmeras viagens, fez trilhas por Yosemite e pelo Grand Canyon, escalou o Monte Katahdin, viajou pelo Himalaia e percorreu a Trilha Inca de Machu Picchu. Para documentar as experiências, Catherine tira fotos e grava vídeos que compartilha com seus leitores e amigos na internet. Um dos seus livros de maior sucesso é Pay It Forward, que inspirou o filme A Corrente do Bem (2000) e a levou a fundar e presidir (entre 2000 e 2009) a Pay It Forward Foundation. Como oradora pública profissional, já palestrou na National Conference of Education, falou duas vezes na Cornell University, se reuniu com membros da AmeriCorps na Casa Branca e dividiu um palco com Bill Clinton. Mora na Califórnia, escreve com regularidade em seu blog e divide seus dias com Jordan, Ella e Soul, seus animais de estimação. Saiba mais em catherineryanhyde.com.
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Primeiro BOOKSHELF TOUR lá do canal. Nesse vídeo mostrei os livros que tenho da Darkside Books. Não são muitos, mas adoro porque as edições são lindas. Confira como são por dentro! Já leram algum deles? Me contem se gostaram.
Enquanto lá fora, guerra e destruição assolam famílias, aqui dentro, uma amizade atravessa a barreira do conhecimento. Não tenho palavras para descrever o quão profunda é essa história publicada pela Editora Darkside. Não deixe de conferir a playlist especial do livro no final da postagem.
Sinopse do Livro:
Em Algum Lugar nas Estrelas, da autora norte-americana Clare Vanderpool, é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden. Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor. Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta – ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.
Sempre fui apaixonada pelas estrelas, então me apaixonei por essa publicação logo que vi a capa. Mas não sabia o que esperar, e novamente a Darkside me surpreendeu com uma história cheia de conteúdo e sentimentos dos mais variados.
Aqui conhecemos Early, um menino autista que é ótimo em matemática, e transborda sentimentos e emoções. Não tem como não se apaixonar por ele. Jack é um menino que recentemente perdeu a mãe, e por seu pai ser militar em meio a guerra, ele acaba sendo internado em um colégio só para meninos. E é lá que os dois se conhecem e acabam virando amigos. E é a partir daqui que começa uma grande aventura.
Nas férias escolares, quando todos os meninos voltam para as suas casas, os dois amigos não têm para onde ir. Então, os meninos decidem ir atrás do irmão de Early que lutava na guerra e foi declarado morto, mas para o seu irmão, ele ainda está vivo e perdido, ele só precisa encontrá-lo. Acompanhados pela história de PI e das constelações, guiados pela estrela do norte, os meninos encontrarão correntezas perigosas, piratas, ursos, entre outras aventuras.
No meio da história fiquei um pouco perdida, não sabia no que acreditar, mas tudo passou depois de um tempo. A história é emocionante e faz o leitor acreditar em muito mais do que "o impossível é possível". As notas da autora finalizam o livro de forma emocionante, então se for ler a história, não acabe antes dessa parte.
Além de toda a sensibilidade e aprendizados que a história nos traz sobre o autismo, e acreditar em coisas que no princípio pareçam impossíveis, ela também nos carrega de sentimentos mostrando um pouquinho das pessoas que passam pela guerra e tudo que elas sofrem não só durante mas principalmente depois do acontecido (os traumas pós guerra). Mesmo não morrendo, a guerra deixa marcas profundas, e de forma singela a autora demonstrou um pouco disso nessa história.
Aqui conhecemos Early, um menino autista que é ótimo em matemática, e transborda sentimentos e emoções. Não tem como não se apaixonar por ele. Jack é um menino que recentemente perdeu a mãe, e por seu pai ser militar em meio a guerra, ele acaba sendo internado em um colégio só para meninos. E é lá que os dois se conhecem e acabam virando amigos. E é a partir daqui que começa uma grande aventura.
Nas férias escolares, quando todos os meninos voltam para as suas casas, os dois amigos não têm para onde ir. Então, os meninos decidem ir atrás do irmão de Early que lutava na guerra e foi declarado morto, mas para o seu irmão, ele ainda está vivo e perdido, ele só precisa encontrá-lo. Acompanhados pela história de PI e das constelações, guiados pela estrela do norte, os meninos encontrarão correntezas perigosas, piratas, ursos, entre outras aventuras.
"Ele pode se perder e me levar junto, mas é melhor do que ficar perdido e sozinho"
No meio da história fiquei um pouco perdida, não sabia no que acreditar, mas tudo passou depois de um tempo. A história é emocionante e faz o leitor acreditar em muito mais do que "o impossível é possível". As notas da autora finalizam o livro de forma emocionante, então se for ler a história, não acabe antes dessa parte.
Além de toda a sensibilidade e aprendizados que a história nos traz sobre o autismo, e acreditar em coisas que no princípio pareçam impossíveis, ela também nos carrega de sentimentos mostrando um pouquinho das pessoas que passam pela guerra e tudo que elas sofrem não só durante mas principalmente depois do acontecido (os traumas pós guerra). Mesmo não morrendo, a guerra deixa marcas profundas, e de forma singela a autora demonstrou um pouco disso nessa história.
"Ninguém pode dizer nada sobre saber o nome das estrelas. O céu não é um campeonato ou uma prova. A única pergunta é: Você consegue olhar para cima? Absorver tudo aquilo? Quanto ao nome das constelações, elas não são meio nem fim. As estrelas não estão presas umas às outras. Estão lá para serem admiradas. Olhadas, desfrutadas. É como pescar com vara. Pescar com vara não é sobre pegar o peixe. É aproveitar a água, a brisa, os peixes nadando à sua volta. Se pegar um, ótimo. Se não... melhor ainda. Significa que você pode voltar e tentar de novo."A edição da Darkside como sempre está incrível. Além da capa ser dura, estilo luxo, os detalhes das ilustrações são incríveis. Dentro também existem mapas e várias ilustrações. Não deixe de conhecer e se emocionar com Em Algum Lugar Nas Estrelas. É uma perfeição aos olhos e coração do leitor.
Sobre a autora:
Clare Vanderpool foi a primeira autora estreante a receber o cobiçado prêmio Newbery Medal, da American Library Association, por Moon Over Manifest, seu livro de estreia. EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS é seu segundo romance. Comparado a clássicos como Huckleberry Finn, de Mark Twain, Em Algum Lugar nas Estrelas entrou na lista dos mais vendidos do New York Times e vem sendo adotado como um livro indispensável por várias escolas nos Estados Unidos. Uma leitura encantadora para leitores de todas as idades.
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Editora: Darkside
Autora: Clare Vanderpool
288 Páginas
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Esse livro lindíssimo (tanto na história como na edição maravilhosa) publicado pela Editora Darkside Books traz quatro contos com histórias emocionantes e que se ligam lindamente no final, principalmente através da música que é a grande paixão de todos os nossos personagens do livro.
Sinopse do livro:
Três irmãs chamadas Eins, Zwei e Drei. Um, Dois e Três. Três princesas que escaparam das garras da morte para se tornar prisioneiras de uma bruxa. A única maneira que elas têm para quebrar o feitiço e escapar da floresta onde vivem é através da música. Uma harmonia em três vozes capaz de viajar pelo tempo e espaço, e tocar profundamente a vida das pessoas que a escutam. ECOS, da premiada escritora norte-americana Pam Muñoz Ryan, é uma fábula como há muito não se via – ou se ouvia. Um conto de fadas dark, que resgata o melhor da tradição dos irmãos Grimm, combinado com delicados momentos do século XX, como as duas grandes guerras e a Depressão econômica que assolou os Estados Unidos nos anos 1930. O resultado é uma fantasia histórica repleta de perigos e beleza, emoldurada pelo poder da música.
Já no começo do livro somos introduzidos a um perfeito conto de fadas que se passa muitos anos antes da Primeira Guerra Mundial. Aqui conhecemos três princesas que são abandonadas pelo pai, e para sobreviver, vão viver com uma bruxa malvada. As meninas sonham com a liberdade. Neste primeiro pequeno conto vemos a realidade e a ficção se encontrando quando um menino chamado Otto está lendo esta história das irmãs, e cruza com as meninas na floresta. As irmãs ajudam Otto a encontrar o caminho de casa e em troca, o menino promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma gaita (esta gaita que aparecerá em todos os contos de uma forma emocionante e transformadora para os personagens).
No segundo conto conhecemos Friedrich e seu pai, na Alemanha de 1933 em plena época de Hitler. Friedrich é um menino fofo que não se vê como "puro alemão" e tenta entender porque este é um problema. Ele é fascinado pelo embalo da música e foi o menor e mais jovem aprendiz da fabrica de gaitas, quando tinha apenas oito anos. Aqui encontramos uma pitadinha de referência à Bela Adormecida e João e Maria.
No terceiro conto conhecemos Mike e Frankie, que moram em um orfanato nos Estados Unidos no ano de 1935. O sonho dos dois irmãos é serem adotados juntos. O problema começa quando percebemos que o orfanato na verdade, está "nem aí" para as crianças. Eles às vendem para fazendeiros e famílias que querem crianças trabalhadoras, pois não precisam pagar salário para menores. A mãe deles ficou doente quando ainda eram pequenos, e o que ajudou os dois a superar a perda foi a música. Morando com a avó que dava aulas de música, aprenderam a gostar do velho piano que irá mudar seus futuros.
No quarto e último conto conhecemos Ivy da Califórnia de 1942. Ela toca gaita na escola e é apaixonada pela música. Essa história acontece em meio a Segunda Guerra, e conseguimos sentir a aflição das famílias que tem jovens lutando na guerra, nas desconfianças e preconceitos que existiam nesta época. Mas também descobrimos crescer uma grande amizade. É importante ver o quanto as crianças eram "envolvidas" nas paranoias, loucuras e preconceitos que aconteciam nessa época. Enxergamos crianças de dez, onze anos, como se fossem adultos falando do bem ao país, de espiões, etc.
Nunca tinha lido nenhum livro que se passasse em épocas de guerra. Os sentimentos são tão profundos e chocantes. Parece que você sente mais de perto o que as pessoas passaram, o quanto as coisas/atitudes eram extremas, e se analisarmos friamente, o quanto parecem ser tão atuais se comparados a certas coisas que acontecem hoje em dia. Com certeza temos uma aula de história nesses contos.
Todas as histórias emocionam muito e como elas se ligam no final é maravilhoso. Adorei ler essas histórias assim com referências, porque conhecemos crenças e costumes da época, como eles pensavam e também no que acreditavam. A música nas histórias é o alicerce que faz os personagens superarem suas aflições, medos e viver os dias com esperança de dias melhores. No começo de cada capítulo temos uma música com suas notas de gaita, muito bonito! E se o leitor souber tocar, é só seguir as notas e terá uma experiência ainda mais emocionante com os contos.
Já no começo do livro somos introduzidos a um perfeito conto de fadas que se passa muitos anos antes da Primeira Guerra Mundial. Aqui conhecemos três princesas que são abandonadas pelo pai, e para sobreviver, vão viver com uma bruxa malvada. As meninas sonham com a liberdade. Neste primeiro pequeno conto vemos a realidade e a ficção se encontrando quando um menino chamado Otto está lendo esta história das irmãs, e cruza com as meninas na floresta. As irmãs ajudam Otto a encontrar o caminho de casa e em troca, o menino promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma gaita (esta gaita que aparecerá em todos os contos de uma forma emocionante e transformadora para os personagens).
No segundo conto conhecemos Friedrich e seu pai, na Alemanha de 1933 em plena época de Hitler. Friedrich é um menino fofo que não se vê como "puro alemão" e tenta entender porque este é um problema. Ele é fascinado pelo embalo da música e foi o menor e mais jovem aprendiz da fabrica de gaitas, quando tinha apenas oito anos. Aqui encontramos uma pitadinha de referência à Bela Adormecida e João e Maria.
No terceiro conto conhecemos Mike e Frankie, que moram em um orfanato nos Estados Unidos no ano de 1935. O sonho dos dois irmãos é serem adotados juntos. O problema começa quando percebemos que o orfanato na verdade, está "nem aí" para as crianças. Eles às vendem para fazendeiros e famílias que querem crianças trabalhadoras, pois não precisam pagar salário para menores. A mãe deles ficou doente quando ainda eram pequenos, e o que ajudou os dois a superar a perda foi a música. Morando com a avó que dava aulas de música, aprenderam a gostar do velho piano que irá mudar seus futuros.
"Eu acho que a oportunidade de fazer música é um presente que todos devem receber pelo menos uma vez na vida, mesmo que não o desembrulhem por completo."
No quarto e último conto conhecemos Ivy da Califórnia de 1942. Ela toca gaita na escola e é apaixonada pela música. Essa história acontece em meio a Segunda Guerra, e conseguimos sentir a aflição das famílias que tem jovens lutando na guerra, nas desconfianças e preconceitos que existiam nesta época. Mas também descobrimos crescer uma grande amizade. É importante ver o quanto as crianças eram "envolvidas" nas paranoias, loucuras e preconceitos que aconteciam nessa época. Enxergamos crianças de dez, onze anos, como se fossem adultos falando do bem ao país, de espiões, etc.
Nunca tinha lido nenhum livro que se passasse em épocas de guerra. Os sentimentos são tão profundos e chocantes. Parece que você sente mais de perto o que as pessoas passaram, o quanto as coisas/atitudes eram extremas, e se analisarmos friamente, o quanto parecem ser tão atuais se comparados a certas coisas que acontecem hoje em dia. Com certeza temos uma aula de história nesses contos.
Todas as histórias emocionam muito e como elas se ligam no final é maravilhoso. Adorei ler essas histórias assim com referências, porque conhecemos crenças e costumes da época, como eles pensavam e também no que acreditavam. A música nas histórias é o alicerce que faz os personagens superarem suas aflições, medos e viver os dias com esperança de dias melhores. No começo de cada capítulo temos uma música com suas notas de gaita, muito bonito! E se o leitor souber tocar, é só seguir as notas e terá uma experiência ainda mais emocionante com os contos.
Sobre a edição:
Essa edição da Darkside é maravilhosa. As páginas são todas ilustradas com o tema da floresta. A diagramação foi muito bem feita, dando muita fluidez para a leitura. As páginas no lado de fora do livro são pintadas com um laranja fosforescente muito bonito. E a capa é linda. Não tem o que reclamar. Da para ver que tudo foi bem pensado e feito para o leitor se encantar.Sobre a autora:
Pam Muñoz Ryan ganhou o Human and Civil Award da NEA, a associação de educação dos Estados Unidos, pela sua literatura que aborda temas multiculturais. Já escreveu mais de trinta livros, que acumularam inúmeros elogios e prêmios, incluindo dois Pura Belpré Awards, o Jane Addams Children’s Award e o Schneider Family Book Award. Por Ecos, ela recebeu a Newbery Honor Book, um dos prêmios mais importantes da literatura infantojuvenil americana. A autora vive perto de San Diego, Califórnia. Saiba mais em pammunozryan.com
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Editora: Darkside
Autora: Pam Muñoz Ryan
Assunto: Ficção
Páginas: 363
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Páginas: 363
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Avaliação da Leitura: 









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Bem-vindo ao blog Vivendo Sentimentos. Viaje comigo pelo mundo, pelos livros e pelo autoconhecimento.
Viva todos os sentimentos! 

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