Ficção juvenil mergulha em mistério sobrenatural

15 maio 2026


Sarah e Alex retornam das férias escolares em uma atmosfera diferente. Além das conversas corriqueiras, ambos percebem uma curiosidade amorosa pelo outro. O início da paixão, marcado pelo despertar de sentimentos e sensações, ganha direção inesperada quando eles se veem em uma realidade aterrorizante: jovens começam a ser assassinadas na fictícia cidade litorânea onde vivem.

A sucessão dos crimes desencadeia um tormento para a garota, que passa a sofrer com pesadelos realistas e visões macabras. Em O Rito do Pentagrama, primeiro volume da série literária Os Artefatos Profanos, os protagonistas do escritor Vitor Truono precisam enfrentar as consequências das ações de forças ainda desconhecidas enquanto lidam com o próprio amadurecimento.

Diante da falta de resultados por parte das autoridades, Sarah decide iniciar a própria investigação. Ela descobre que a possível resposta para solucionar o mistério está ligada a um pentagrama, elemento central de rituais que seguem a mesma lógica: são realizados em mulheres apaixonadas e durante noites de lua minguante. Mas o que será necessário abdicar para garantir a sobrevivência?

— Por isso tenho tido visões estranhas?
— Sim. Por você ser igualmente apta a canalizar energia com facilidade, às vezes, isso funciona inversamente também. Você pode monitorar o invocador. É assim que pode ajudar. Entende que essa pessoa é um assassino? Ele é responsável por crimes hediondos, e precisamos levá-lo à polícia.
(O Rito do Pentagrama, p. 285)  

A narrativa convida o leitor a entrar em uma história que mescla vivências comuns ao extraordinário. Elementos como amuletos mágicos, experiências sensitivas e dons sobrenaturais constroem um universo que transita entre a fantasia e o terror.

Com personagens que estão no turbilhão da adolescência, O Rito do Pentagrama se aproxima do público juvenil ao combinar a trama com referências do mundo pop. A música, por exemplo, é um dos recursos utilizados para contextualizar o enredo. Sucessos como “Equalize”, de Pitty, e “We Belong Together”, de Mariah Carey, embalam dramas que também tocam em assuntos como dependência química e saúde mental.

Inspirado por nomes como R. L Stine e Agatha Christie, Vitor Truono desenvolve uma história de enigmas que se conectam com o peso emocional da juventude. “O livro nasceu mais como um fluxo criativo do que como um projeto planejado — é uma história que fui descobrindo ao logo da escrita, impulsionado por vivências reais, memórias e emoções”, elabora o escritor.



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